Acostumado à exposição, a vídeos de operações e a uma presença constante nas redes, ele construiu imagem, ganhou alcance e virou figura conhecida.
Mas eleição cobra outra moeda.
E, até aqui, os números mostram que essa conversão simplesmente não aconteceu.
As primeiras pesquisas colocam o delegado em posição discreta, distante dos nomes que de fato lideram o cenário. É um começo que não empolga e que expõe um limite importante: aparecer muito não significa convencer o suficiente. Transformou operação policial em espetáculo, fez da câmera uma extensão da viatura, expôs rostos, nomes e casas como se tudo já estivesse julgado. Likes vieram, visualizações também. Mas voto... voto é outra história.
A lógica do algoritmo não é a mesma da urna. O que viraliza nem sempre convence. E o que choca, muitas vezes, afasta. Ao trocar prudência por palco, o delegado virou personagem de si mesmo
Existe uma diferença grande entre autoridade institucional e força política. Na polícia, o cargo fala. Na política, é o eleitor. E esse reconhecimento não vem automático, nem por repetição de imagem.
Fonte: Opinião Parnaíba Instagram

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