Cabeça e braço de homem são encontrados em praia de Fortaleza

 

A cabeça e o braço de um homem de 33 anos foram encontrados em uma praia localizada no bairro Pirambu, em Fortaleza, na terça-feira (28). 

Conforme a Polícia Civil do Ceará (PCCE), o homem possuía antecedentes por homicídio, lesão corporal no contexto de violência doméstica, associação criminosa e dois registros por tráfico de drogas. 

A 8ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso como homicídio doloso, de acordo com a PCCE.

A entidade ainda aguarda o laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) para elucidar as circunstâncias do caso, bem como identificar a autoria do crime.

UTROS CASOS

A última ocorrência do tipo, em uma praia do Ceará, foi registrada no dia 14 deste mês, na faixa de areia da praia do Cumbuco.

Uma cabeça de corpo humano foi encontrada por populares. No dia anterior, um cadáver com sinais de extrema violência foi encontrado nas proximidades do local. O corpo estava sem braços, pernas e cabeça.


fonte: diario do nordeste

 A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco/CE) realizou, nesta terça-feira (28), a Operação Coactio, que investiga a possível atuação de uma organização criminosa nas eleições municipais de 2024 no município de Ocara, no interior do estado.

Conforme a Polícia Federal, que integra a Ficco, a ofensiva cumpriu seis mandados de busca e apreensão, sendo cinco deles no próprio município e um em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza. Os endereços das buscas e a identificação dos investigados não foram informados.

Ainda segundo a PF, as medidas cautelares foram autorizadas pela Justiça Eleitoral, após pedido a corporação e do Ministério Público Eleitoral.

Com isso, o Poder Judiciário reconheceu a necessidade do aprofundamento investigativo com coleta de provas materiais e digitais que podem ser obtidos com os mandodos. A investigação segue sob sigilo judicial.

Além da Polícia Federal, a Ficco é composta pela Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Ceará, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais.



Motociclista é assassinado a tiros em avenida de Fortaleza

 Um motociclista foi assassinado a tiros enquanto trafegava na Avenida Washington Soares, no Bairro Cambeba, em Fortaleza, na manhã desta terça-feira (28).

Após ser atingido, o homem caiu com a motocicleta e morreu no local. A identidade dele não foi informada. Também não há detalhes sobre a dinâmica do crime.


Irmão de 'Skidum', chefe do CV foragido no RJ, movimentou R$ 19 mi em dois anos, aponta investigação

 


Sozinho, Renan Herbert Alencar da Silva, irmão de Carlos Mateus da Silva Alencar, o "Skidum", um dos principais chefes do Comando Vermelho no Ceará (CV), movimentou cerca de R$ 19 milhões para a facção carioca em apenas dois anos. O valor é apontado em investigação no âmbito da operação "Cashback 2", deflagrada pela Polícia Civil (PC-CE) em 2024.

Além do irmão, que trabalhava como motorista de aplicativo e é apontado como um dos principais operadores financeiros do grupo liderado por "Skidum", também são investigadas pelo crime de lavagem de dinheiro a mãe e duas "companheiras" do traficante. As informações estão em documentos obtidos pelo Diário do Nordeste.

Embora não negue as transações, Renan afirmou, em depoimento, que as fez estritamente a pedido do irmão mais velho, sem questionar a origem do dinheiro e sem receber nada em troca. A mãe da dupla, Ruth Leide da Silva Alencar, denunciada por movimentar e se beneficiar do dinheiro ilícito obtido pelos filhos, também nega envolvimento em qualquer crime.

Ruth foi presa em março do ano passado e estava detida na Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa (UPF), em Itaitinga, até maio deste ano, quando foi solta por determinação da Justiça, que acatou um pedido da defesa e substituiu a prisão preventiva da marisqueira por medidas cautelares. À Polícia, ela alegou que as movimentações atípicas em suas contas, nos valores de R$ 35,6 mil e R$ 28,6 mil, se deveram ao fato de que seu filho, Renan, utilizava seu celular para pagar contas simples de casa, como de energia. Ela também negou ter negociado a compra de um terreno no interior para lavar dinheiro.

Em nota enviada à reportagem, a defesa de Renan e Ruth, representada pelo advogado Roberto Castelo, informou que não irá se manifestar. "Em respeito ao regular andamento do processo e à estratégia de defesa, eventuais esclarecimentos serão prestados oportunamente, no momento processual adequado, sempre pelos meios legais e com observância ao devido processo legal. "A defesa reafirma seu compromisso com a Justiça, com a ampla defesa e com a preservação dos direitos de seus constituintes", concluiu o comunicado.

Quem é 'Skidum'?

Dono de uma extensa ficha criminal envolvendo múltiplos assassinatos, "Skidum", também conhecido como "Fiel", um dos principais líderes do Comando Vermelho no Ceará, é um dos criminosos cearenses que se escondem nas comunidades do Rio de Janeiro, enquanto segue dando ordens para crimes no Estado onde nasceu.

Uma apuração do Diário do Nordeste dá conta de que ele era pescador no Grande Pirambu, em Fortaleza, e se aproximou do crime em 2014. Já no ano seguinte, foi acusado por um homicídio pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). Em 2021, mais recentemente, se tornou líder do CV.


Fonte: Diário do Nordeste 


Maracanaú: mulher teria sido morta sob alegação de que repassava informações à Polícia

 

FOTO ILUSTRATIVA

Um homem foi preso suspeito de matar uma mulher a tiros na madrugada de segunda-feira, 27, no bairro Cidade Nova, em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. José Fernandes de Oliveira confessou ter assassinado Luciene Vieira de Oliveira a mando do chefe de uma facção criminosa que atua na região. 

Conforme o Auto de Prisão em Flagrante (APF), José afirmou que o crime foi motivado pela alegação de que a vítima estaria repassando informações à Polícia. 

Os tiros atingiram o peito e a cabeça da vítima, relatou o suspeito. O APF narra também que, após o homicídio, o homem fugiu do local e escondeu a arma sob um colchão em um terreno baldio. 

Policiais acionados para a ocorrência receberam informações de que José seria o autor da execução. Os agentes iniciaram diligências e o localizaram ainda na segunda-feira, prendendo-o em flagrante.O revólver calibre .38 — municiado com cinco cartuchos intactos e com uma munição deflagrada — foi apreendido pelas Forças de Segurança do Estado. Submetido a audiência de custódia nesta terça-feira, 28, José teve a prisão preventiva decretada. 

Fonte: O POVOONLINE

Estados Unidos considera PCC E CV organizações terroristas

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quinta-feira (28), em comunicado do Departamento de Estado, que vai designar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).



Segundo o comunicado, a decisão terá validade a partir do dia 5 de junho e as medidas são adotadas com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade (Immigration and Nationality Act) e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump.


O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.


Na avaliação de especialistas, esta designação representa um potencial risco à soberania brasileira e pode prejudicar até mesmo esforços de cooperação investigativa entre os países, já que alteraria o nível de sigilo das informações compartilhadas entre os órgãos de segurança dos dois países, centralizando-as na CIA [Central de Inteligência dos EUA] ou em órgãos militares


Neste novo mandato, o governo de Donald Trump vem reorientando a política externa de Washington em relação à América Latina, direcionando sua máquina de guerra para a região sob a justificativa de combater o que chama de “narcoterrorismo”.


68 milhões de brasileiros dizem conviver com o crime organizado perto de casa


 Uma pesquisa Datafolha mediu a preocupação do brasileiro com a violência. Quase 70 milhões de pessoas disseram ver a ação do crime organizado perto de casa, no bairro onde moram.

O motorista de carro por aplicativo Denis Moura mapeia as ruas onde pode e não pode trabalhar no Rio de Janeiro:


Denis faz parte dos 68 milhões de brasileiros que disseram conviver com o crime organizado perto de casa. A pesquisa do Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostrou que a situação é vivida principalmente nas capitais e regiões metropolitanas. Para um terço, criminosos “influenciam muito” as decisões e regras de convivência no bairro.

Em Jacarepaguá vivem cerca de 650 mil pessoas. O bairro fica entre o Parque Nacional da Tijuca e a praia da Barra, na Zona Sudoeste do Rio. A região tem comunidades disputadas pela milícia e pelo tráfico. Uma guerra armada por controle territorial.

O estudo traz os principais receios de quem vive sob o domínio das facções:

  • ficar no meio de um confronto armado;
  • ter familiar envolvido com o tráfico;
  • sofrer represálias e punições por denunciar crimes.

A pesquisa também retrata o medo da população e as restrições no direito de ir e vir. Quase 75% dos brasileiros evitam frequentar certos lugares e muitos deixam de circular em horários considerados perigosos. O crime limita o direito de escolha dos moradores, que são obrigados a contratar serviços indicados pelos criminosos e a comprar marcas e produtos determinados pelos bandidos.

Em outra região do Rio de Janeiro, no Complexo do Alemão, na Zona Norte, integrantes do Comando Vermelho monitoram em tempo real o que acontece nas ruas de Cabedelo, na Paraíba. Como o Fantástico mostrou no domingo (10), traficantes instalaram câmeras de vigilância pelas ruas e, a partir do Rio, controlam o crime e a rotina dos moradores.


Com a expansão do Comando Vermelho e PCC, esse modelo mais profissional de crime está se difundindo pelas cidades do interior, para regiões afastadas dos grandes centros urbanos. E essa difusão levou um tipo de criminalidade que usa armamento longo, que tem achacado a população, que tem regras de convivência, e é isso que essa pesquisa mostra”, diz Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Nós precisamos recuperar territórios, garantir que o poder público regule as atividades. E falar de território não é só comunidades, favelas e outras regiões. É falar de cidadania, é falar de garantir o ir e vir, ter tranquilidade e, de certa forma, você também pensar a política de segurança pública de forma articulada”, afirma Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.