Francisco Acácio Pereira, de 52 anos, era subtenente da Polícia Militar do Ceará e tinha quase 28 anos de carreira na corporação.
Na tarde de sexta-feira, 9 de outubro, ele acabou perdendo a vida após uma discussão com um idoso de 68 anos, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará.
Tudo aconteceu por volta das 13h, nas proximidades da Feirinha da Troca, no bairro João Cabral.
Francisco estava em um bar quando Raimundo Esmerindo Coelho, de 68 anos, passou pelo local. Os dois começaram a conversar, mas a situação acabou se transformando em uma discussão.
De acordo com testemunhas, Raimundo teria se irritado depois de ser alvo de brincadeiras em que era chamado de “corno”. Ele então deixou o local, mas retornou minutos depois carregando uma faca.
Câmeras de segurança registraram parte da confusão. Nas imagens, Francisco aparece segurando um objeto semelhante a uma barra de ferro e se aproximando do idoso. Durante o desentendimento, o policial chega a atingir Raimundo com o objeto.
É nesse momento que o idoso reage e desfere uma facada no peito do subtenente, atingindo uma região próxima ao coração.
Mesmo gravemente ferido, Francisco ainda consegue correr pela rua, levando uma das mãos ao peito, aparentemente tentando buscar ajuda.
O policial foi socorrido e levado ao Hospital Regional do Cariri, mas chegou à unidade sem sinais vitais.
Depois do crime, Raimundo deixou o local. Ele acabou sendo localizado por policiais e, durante a abordagem, estava com uma faca escondida em uma camisa. Conforme as informações divulgadas, o idoso teria feito menção de retirar a arma e precisou ser contido.
Raimundo foi preso em flagrante e conduzido ao Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa, onde foi autuado por homicídio.
Francisco havia ingressado na Polícia Militar em junho de 1998 e foi promovido a subtenente em dezembro de 2024. Ao longo da carreira, trabalhou em diferentes municípios do Ceará e, recentemente, estava afastado das atividades operacionais por questões de saúde.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime, incluindo a sequência das agressões registradas pelas câmeras. Até o momento, não há confirmação de que a Justiça tenha decidido pela manutenção da prisão ou pela soltura do idoso.