Antoneudo Ribeiro Lima, marido da policial militar Júlia Natália Girão, monitorou o soldado Raphael Sampaio de Silva, de 27 anos, meses antes do agente ser morto e carbonizado, segundo a investigação da Polícia Civil.
O casal foi preso e indiciado na última sexta-feira (21), por homicídio qualificado. O carro com o corpo da vítima foi localizado no dia 11 de agosto em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. A Perícia Forense apontou que a vítima levou três tiros na cabeça e, depois de morto, foi incendiado.
Conforme a investigação, o crime teria motivação passional, visto que Raphael e Júlia, ambos casados, tinham uma relação extraconjugal. O caso era de conhecimento de Antoneudo, que chegou a ficar um período separado da esposa, mas depois retomou o casamento.
Segundo o depoimento de um parente de Raphael, o soldado revelou para o familiar que em março deste ano conheceu Júlia Natália e passou a manter uma relação com ela. Na época, Raphael mencionou que Júlia estava separada do marido, mas continuava morando na casa da sogra.
Os encontros dos dois ocorriam após o serviço, quando os agentes diziam para seus respectivos cônjuges que iriam demorar para chegar em casa por conta de ocorrências policiais ou dentro do 16º Batalhão, onde eles trabalhavam.
Ainda de acordo com a testemunha, Raphael mencionou que quando Antoneudo ia encontrar Júlia no serviço para deixar alguma comida, o "olhava com cara de raiva" e o encarava.
Além disso, em maio deste ano, Antoneudo apareceu de surpresa quando Raphael e Júlia estavam trabalhando no policiamento a pé na Praça Paulo Benevides, em Messejana. Neste dia, o soldado mencionou para o parente que Júlia mostrou para ele que Antoneudo estava monitorando os dois de longe.
Vítima pretendia assumir relação com a suspeita
Um dia antes de ser morto, Raphael Sampaio revelou para um amigo da polícia que ele havia conversado com Júlia e os dois haviam decidido se separar de seus companheiros para assumir o relacionamento.
O envolvimento entre os dois agentes também foi confirmado por outras testemunhas. Eles relataram que no período no qual Júlia ficou separada do marido chegou a ir deixar comida para Raphael enquanto ela estava de folga e ele estava no serviço.
Investigações da polícia apontaram que Raphael foi morto na frente da residência de Júlia, na Rua Florêncio Fontenele, no bairro Jangurussu, por volta das 3 horas do dia 11 de agosto.
Fonte: G1 Ce








