Como o Ceará virou triste exemplo do domínio territorial do Comando Vermelho

 Espalhar tentáculos por vastos territórios e impor uma cartilha própria, em escancarada afronta às autoridades e à lei, sempre foi um dos princípios fundamentais do Comando Vermelho (CV). 
Gestada dentro do presídio da Ilha Grande, no litoral fluminense, no final dos anos 1970, a facção aos poucos variou o leque de atividades para muito além do tráfico de drogas e extrapola as fronteira dos morros cariocas, seu laboratório de origem, em velocidade espantosa.

A tática é subjugar a população das áreas sob seu domínio, à base do medo, enfrentando a polícia e, não raro, em conivência com o poder público. Assim, a quadrilha que mais cresce no país já mantém células em 24 estados, sempre de olho no fluxo de caixa e em pontos que sirvam para o escoamento de entorpecente Foi essa conjunção que levou o grupo a fincar profundas raízes no Ceará, onde já se esparramou por praticamente todo o estado — fenômeno jamais observado nessa proporção em outro canto,  nem mesmo no Rio de Janeiro. 

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