A tia do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, afirmou que o sobrinho mantinha um relacionamento com a policial militar Júlia Nathalia Girão Gomes, investigada pela morte dele, e relatou que os dois teriam encontros dentro do banheiro do batalhão onde trabalhavam. Segundo Rosilane Sampaio, que também é advogada da família, Raphael estava envolvido emocionalmente com a policial e chegou a assumir plantões adicionais para passar mais tempo com ela.
A familiar disse ainda que aconselhou o sobrinho a interromper a relação e tentar preservar o casamento. O relato sobre os encontros no local de trabalho foi apresentado à repórter Emanuella Braga, da TV Cidade Fortaleza, nesta quinta-feira (13).
Rosilane também não descarta a possibilidade de a própria Júlia ter efetuado os disparos que mataram Raphael. A advogada afirma que essa hipótese dependerá da perícia, principalmente da análise da trajetória dos tiros e da posição ocupada pelos dois policiais dentro do veículo.
Segundo Rosilane, Raphael estaria apaixonado por Júlia e teria alterado sua rotina de trabalho para ficar próximo dela. A familiar afirmou que ele passou a assumir plantões consecutivos e que chegou a receber orientação para encerrar o relacionamento.
A Polícia Civil ainda investiga a natureza da relação e se ela teve alguma ligação com o homicídio.
Rosilane também contestou a versão de que Raphael e Júlia não tinham qualquer vínculo. Segundo ela, os dois já teriam mantido contato em outras ocasiões e a policial teria dado carona ao soldado.
De acordo com a advogada, Raphael contou à família sobre uma dessas caronas. O episódio teria provocado uma discussão entre ele e o pai, que costumava esperar o filho chegar em casa.
Fonte: GC+

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