O advogado Alaor Patrício Júnior, que já chegou a ser preso três vezes em menos de dois anos, no Ceará, por envolvimento com o tráfico de drogas e com o Comando Vermelho (CV), será transferido do sistema prisional de Florianópolis para Fortaleza. Embora esteja preso em Santa Catarina, ele responde por participação em um homicídio na Capital.
A decisão que determina a transferência data do último dia 27 de agosto. De acordo com o despacho, o Juízo da Vara de Execuções Penais de Santa Catarina diz não ter capacidade técnica, estrutural e operacional para garantir a participação virtual do preso na sessão do Tribunal do Júri sobre o caso.
Também foi relatado pelo Juízo a dificuldade de reservar as salas e equipamentos do Fórum de Florianópolis devido ao uso frequente da estrutura para audiências de custódia e de instrução. Além disso, foram pontuadas as exigências complexas de escolta, custódia, segurança, alimentação e garantia de comunicação reservada e prolongada entre o acusado e a defesa.
Diante dos entraves, e da demora para julgar o caso, que aconteceu em 2023, a Justiça do Ceará achou melhor recambiar o advogado para garantir que ele participe presencialmente de seu julgamento na 5ª Vara do Júri de Fortaleza. No entanto, nem a transferência e nem o júri têm ainda data para ocorrer.
À reportagem, a defesa do advogado informou que não gostaria que o recambiamento acontecesse, uma vez que o réu é natural de Santa Catarina. "Mas a unidade de Florianópolis alegou não ter estrutura suficiente para realizar a sessão do júri por videoconferência, então, é a única saída para ocorrer [o julgamento]", comentou a advogada Maria Cristina Patrício, irmã de Alaor.
"O crime que versa sobre ele é sem violência e grave ameaça, então, a gente acredita que, no júri, será resolvido tudo, e a inocência demonstrada. Por isso, queremos que aconteça a sessão o mais rápido possível, pois já está demorando muito, além do previsto", acrescentou a defensora particular.
FONTE: DIARIO DO NORDESTE

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