Chapa 1 é eleita para mais um quadriênio na Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará


Foi realizada dia 12 de abril as eleições para escolha da diretoria da ASPRA CE, tendo sido sufragada a chapa 1 que irá administrar pelos próximos 4 anos a entidade representativa de Policiais militares e Bombeiros Militares 2850 policiais participaram do evento. Sendo que a chapa encabeçada pelo atual presidente obteve 1.590 votos contra 1209 da chapa 2 liderada pelo Sargento PM Enilson.

Ceara: Associação de Cabos e Soldados PMs e BMs realizará eleições para escolha da nova diretoria


Policiais militares e Bombeiros Militares do Ceará estão em festa democrática pois será realizada dia 12 abril eleições para a escolha da nova diretoria administrativa para o próximo quadriênio o evento se dará de 08:00 as 17:00 em urnas fixadas em batalhões da capital e interior e na sede da própria entidade localizada na avenida Imperador.  Concorrerão para o cargo de presidentes o Sargento PM Eliziano que vai tentar a reeleição e Sargento Enilson que tenta pela primeira vez referido cargo. Sucessos ao candidato que for eleito e que realmente cumpra as promessas feitas em campanha.

Traga seu documento de identificação com foto


Locais de votação eleições ASPRA -CE 2019.

1 - Sede da ASPRA (Fortaleza).
2 - Casa de Apoio/Hotel de Trânsito (Fortaleza).
3 - 1 Cia/12º BPM (Caucaia).
4- 3 Cia /12° BPM *(São Gonçalo do Amarante).
5 - 2 Cia/ 15º BPM (Pacajus).
6 - BPGEP (Aquiraz)
7 - 1 Cia/14º (Maracanau).
8 - 1° BPM (Russas).
9 - 2 Cia/ 1° BPM (Aracati).
10 - 4 Cia/ 1° BPM (Limoeiro do Norte).
11 -  3 Cia/1° BPM (Jaguaribe).
12 - 10° BPM (Iguatu).
13 - 2 Cia/ 10° BPM (Ico).
14 - 3 Cia/10° BPM (Várzea Alegre).
15 - 3 Cia/2° BPM (Brejo Santo).
16 - Subsede Sul (Juazeiro do Norte).
17 - 4 Cia/2° BPM  (Campos Sales).
18 - 13° BPM (Taua).
19 - 3 Cia/13° BPM (Mombaça).
20 - 2 Cia/7° BPM (Nova Russas).
21 - 3 Cia/ 7 ° BPM ( Santa Quitéria)
22 - 7° BPM (Crateus)
23 - Pel 1 Cia/9° BPM (Quixeramobim)
24 - 9° BPM ( Quixada)
25 - 2 Cia/4° BPM (Baturite)
26 - 4° BPM (Canindé)
27 - 11° BPM (Itapipoca)
28 - Subsede Norte ( Sobral)
29 - 2 Cia/3° BPM (Tiangua)
30 - 3 Cia/3° BPM (Camocim)
31 - 3 Cia/11° BPM (Acarau)
32 - 5 Cia/ 2° BPM (Crato)
33 -  1°PPM/1°CIA/11°BPM (Itapajé)

Exército determina prisão de 10 militares após morte no Rio



Decisão foi tomada após Delegacia de Polícia Judiciária Militar ouvir 12 envolvidos no caso do fuzilamento do carro de um músico na zona oeste

O CML (Comando Militar do Leste) determinou, nesta segunda-feira (8), a prisão em flagrante de 10 militares envolvidos na morte do músico Evaldo Rosa dos Santos, que teve o carro fuzilado em uma ação militar em Guadalupe, zona oeste do Rio.
A decisão foi tomada após 12 militares prestaram depoimento na Delegacia de Polícia Judiciária Militar.

FONTE: R7


Patrulhas do Exército são atacadas por bandidos no RJ



Militares são atacados a tiros em favela do Rio

Uma equipe de soldados do Exército foi atacada a tiros na manhã deste domingo na favela do Muquiço, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Duas viaturas blindadas foram alvejadas por traficantes.


Segundo o Comando Militar do Leste, o ataque ocorreu por volta das 11h; a equipe do Exército realizava um patrulhamento no local.

Não houve feridos.

Chacina de Aracoiaba Ce: Assaltante é condenado a 101 anos de prisão entre as vítimas 3 eram PMs



Após 11 anos de um roubo a banco em Aracoiaba, no norte cearense, que acabou com 6 mortos, um dos integrantes da quadrilha responsável pelo crime foi condenado a 101 anos de prisão. Ele está preso desde 2008. Pelo menos três criminosos participaram do delito. 
A sentença foi proferida na última terça-feira (2), pela juíza Cynthia Pereira Petri Feitosa, da Comarca de Aracoiaba. Francisco Bentis Ferreira de Oliveira é acusado de participar do assassinato de cinco pessoas, sendotrês policiais e dois reféns, durante um assalto a banco no dia 8 de fevereiro de 2008, em Aracoiaba. Além disso, aproximadamente R$ 26 milforam roubados. 
sexta vítima do assalto foi um dos criminosos, identificado comoFrancisco Naildo Lima Alves, de alcunha "Bobi". Ele foi morto durante confronto com os policiais. 
Pouco tempo depois do crime, o terceiro integrante, identificado como Aristotenes Nobre Maia, vulgo "Toti", foi localizado no distrito de Pedra Branca, em Aracoiaba, e morto durante confronto com policiais. Já Bentis foi capturado pela própria população, em uma zona de mata no município de Capistrano, e entregue à Polícia Militar. 
Em interrogatório, ele confessou o crime com riqueza de detalhes, embora tenha tentado responsabilizar um dos assaltantes falecidos pelas mortes dos PMs. Francisco Bentis foi condenado por latrocíniolesão corporal e roubo
Relembre o caso 
No dia 8 de fevereiro de 2008, umgrupo armado invadiu uma agência bancária no Centro de Aracoiaba e rendeu funcionários e clientes. Enquanto a quadrilha assaltava os caixas eletrônicos, um funcionário da agência conseguiu ligar para a polícia sem ser notado pelos criminosos.  
Quatro policiais do Destacamento do município foram até o local para verificar a ocorrência, e entraram em confronto com o grupo. 
Cercados, Francisco Bentis, Aristotenes Nobre e Francisco Naildo tentaram fugir, mas um deles foi atingido pelos policiais. Francisco Naildo morreu no local. 
Bentis e Aristotenes voltaram para agência e fizeram dois clientes reféns. Eles saíram do local atirando contra os PMs, utilizando os populares como escudo humano.  
Os reféns conseguiram fugir e, nesse momento, Bentis conseguiu atingir três policiais, dos quatros que o cercavam. No entanto, ao avistarem os PMs caídos, os clientes tentaram socorrê-los, mas foram assassinados por Aristotenes. 
Após executar os dois reféns, Aristotenes deu um "tiro de misericórdia" na cabeça de cada um dos policiais. O Subtenente Francisco Wagner Gomes Timóteo, o soldado Júlio Gibran Pereira e o cabo José Tadeu Guimarães morreram no local. Os assaltantes fugiram.
Dias depois, Aristotenes Nobre foi morto em confronto com PMs, enquanto Francisco Bentis foi preso. 
FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE 

11 bandidos morrem em confronto com PMs em Guararema SP


Uma tentativa de roubo a dois bancos terminou com tiroteio em Guararema, cidade paulista a cerca de 80 quilômetros da capital, na madrugada desta quinta-feira (4). De acordo com a Polícia Militar, eram ao menos 25 criminosos e 11 deles morreram.

Até a última atualização desta reportagem, um suspeito havia sido preso e as buscas por mais criminosos continuava.

Uma família foi feita refém durante a fuga de um dos assaltantes, mas não se feriu (leia relatos ao final da reportagem). O criminoso que manteve os reféns morreu ao ser baleado.
Até a última atualização desta reportagem, não estava confirmado se, de fato, o dinheiro foi levado dos bancos. Em nota, o Santander citou "tentativa de furto". O Banco do Brasil informou ter tido a agência "vandalizada" e que analisa os danos ao prédio. Os bancos informaram colaborar com as investigações e que as duas agências não abrirão nos próximos dias.

Foram apreendidos com a quadrilha dez fuzis, quatro pistolas, duas espingardas calibre 12, dois revólveres, coletes à prova de balas e oito emulsões de explosivos e espoletas que acionam os explosivos.

“Não conseguimos, ainda, apurar toda a munição que existe, tendo em vista que o local está sendo preservado. Não podemos mexer nos locais”, disse Silva nesta manhã.

Fonte



Líder de facção criminosa mantinha contato com políticos Cearenses



A suspeita de relação entre facções criminosas e o mundo da política aumentou, para a Polícia cearense, com a descoberta de conversas em um aplicativo de mensagens. O aparelho celular apreendido com Marcos da Silva Pereira, o 'Marquim Chinês', apontado como um dos fundadores do grupo criminoso Guardiões do Estado (GDE), continha diálogos com um prefeito do Interior do Ceará, um ex-secretário estadual e um candidato a vereador em Fortaleza, conforme documentos obtidos com exclusividade pelo Sistema Verdes Mares.
'Marquim Chinês' foi preso em uma investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil, em 19 de setembro do ano passado. Ele foi perseguido por uma composição policial até parar o veículo que dirigia, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Com o suspeito, a Polícia apreendeu R$ 18,5 mil em espécie e um celular quebrado. Durante a perseguição, 'Marquim' se desfez de um objeto pela janela.
Os policiais responsáveis pela prisão identificaram que o celular tinha sido danificado há pouco tempo. Ao ser questionado se havia quebrado o aparelho, o líder da GDE respondeu, em depoimento, que "deu uma doida em mim, aí eu quebrei o celular". Depois, alegou que tinha conteúdo íntimo nas mídias. Sobre a tentativa de fugir da Polícia, ele disse pensar que o grupo que o perseguia em um automóvel "era inimigo, CV" (em referência à facção rival Comando Vermelho).
Para dar continuidade à investigação, a Draco solicitou à Justiça o acesso ao telefone. Após a ordem judicial, equipes da Perícia Forense do Ceará(Pefoce) e do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP) recuperaram e extraíram os dados do aparelho celular do preso. A análise revelou a proximidade do suposto líder da facção com políticos do Ceará, conforme apurado pela reportagem.
Segundo a investigação policial, um dos números de telefone com o qual 'Marquim' mantinha contato, pelo aplicativo WhatsApp, era do atual prefeito de um município localizado na Região Jaguaribana. A Polícia não conseguiu recuperar mensagens trocadas entre os dois, mas confirmou "não restar dúvidas de que o prefeito estava mantendo contato pelo WhatsApp com um dos líderes da GDE".
'Marquim' também conversava com um ex-secretário adjunto do Governo do Estado, que utilizava o celular institucional para tal. A investigação encontrou mensagens em que o secretário dizia: "Bom dia, meu amigo. Sdds (saudades) de vc (você). Agora q (que) terminou a eleição. Vamos resolver viu (sic)". A Draco concluiu que a conversa "demonstra uma relação de intimidade e confiança entre os dois".
Depoimento
O ex-secretário estadual prestou depoimento à Delegacia, no fim do ano passado, e negou qualquer relação criminosa com a facção. Ele contou que foi procurado por 'Marquim Chinês' durante visita a um projeto social numa comunidade no bairro Papicu, quando o criminoso pediu recursos para a comunidade. Segundo o depoente, a palavra "resolver" utilizada na mensagem se referia justamente à solução dessa demanda, que não podia ser dada durante o período eleitoral.
Os investigadores também encontraram conversas entre 'Marquim' e um candidato a vereador por Fortaleza em 2012 - e não eleito. Em um dos diálogos, o político chama o homem que viria a ser preso de "patrão".
Outro registro descoberto através dos dados do chip foi a comunicação de 'Marquim Chinês' com um homem que está preso no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO) II desde junho de 2017. Segundo a investigação, o detento é um criminoso perigoso, com histórico de resgates dentro de unidades penitenciárias. Para a Polícia Civil, a análise e o acompanhamento de pessoas ligadas a diversos segmentos demonstram as conexões políticas e criminosas do líder da GDE.
Distribuidor
De acordo com a Polícia, 'Marquim' é um dos fundadores da facção local GDE e responsável pelo tráfico de drogas, principalmente na região do Papicu, Meireles e Praia do Futuro, em Fortaleza. A Polícia acredita que ele era um importante distribuidor de entorpecentes da organização criminosa e estaria ligado ainda a homicídios ocorridos na região que atuaria.
Em depoimento, o preso confessou que tinha sido batizado pela GDE, mas negou a liderança e alegou que é morador de uma comunidade no Papicu - dominada pela facção - e o ato de recusar a filiação poderia resultar em sua morte. A defesa de 'Marquim Chinês' não foi localizada pela reportagem.
Com informações do Jornal diário do Nordeste 

Movimento reivindicatorio de PMs do Ceará em 1997 entenda como aconteceu

Movimento reinvindicatório das polícias do ano de 1997 no Ceará " .

 " Entenda o caso? : "

Em julho de 1997* ocorre a nível nacional a chamada " *greve das* polícias " , começando pelo estado de Minas Gerais , dando um efeito dominó em vários estados da federação ( 14 ), despertando na tropa sentimento de *liberdade de expressão* , *melhores* *condições dignas de* *trabalho , reposição das perdas salariais* e sobretudo uma consciência de *valorização da profissão .* Em se tratando de Ceará , deu-se nos dias *29 e 30* de julho de 1997 com uma passeata pelo centro da Cidade, saindo do Quartel do 5° PBM, passando pelo BPTRAN , Corpo de Bombeiros, juntando praças por onde passava . Culminou na Avenida da Abolição com Barão de Sturdart . Onde ocorreu o grave incidente do " *tiroteio " .*
Ocorre que o comandante recebeu a ordem do Governador à época *Tasso Jereissati de acabar com um movimento a qualquer custo . Portanto o tiroteio foi inevitável , após o Tem Henrique Bezerra , à  época , e hoje Coronel , com um ato insano, adentrou no meio da multidão e com um punhal a mão , furou os quatro pneus da Kombi , onde estava o aparelho de som . O exército foi prontamente , chamado pelo Governador e Secretário de Segurança *General Cândido Vargas* , e tachou os policias do movimento de *Bêbados* , *bandidos e vagabundos* . No dia seguinte os manifestantes , já em número reduzido por conta das prisões , e  depois do Cel CMT Geral Mauro Benevides , ter sido atingido com uma bala no pescoço, realizaram uma passeata pelo centro da cidade pedindo apoio da população com distribuição de rosas. Nenhum " oficial " apoiou o movimento ;  logo se formou conselho de disciplina para agilizar as expulsões , sumárias das praças . Ressalte-se , ainda , trechos do *ofício* *n° 381/97,* datado *de 04/09/97 encaminhado pelo então Secretário de Segurança Pública e Defesa da Cidadania do Estado do Ceará ao Comandante Geral da PM e ao Superintendente da Polícia Civil , com recomendações sobre os trabalhos desenvolvidos nos Inquéritos e no Conselho de Disciplina , que apuravam as responsabilidades dos participantes do movimento reinvindicatório :
" *Senhores Comandantes e Superintendentes ;*

 *1* . Em consequência dos fatos ocorridos no dia 29 de julho de 97, envolvendo as Polícias Militar e Civil , foram abertos os necessários e competentes Inquéritos , nas duas Organizações , designado o Conselho de Disciplina na PMCe.

 2 . Longe de querer interferir nos procedimentos regulamentares adotados, mas objetivando salvaguardar a responsabilidade do Secretário da Segurança e do próprio Governo do Estado , " desejo emitir algumas recomendações :
(...)
 d. A conduta e envolvimento de cada policial militar ou civil nos acontecimentos, que constam de diversos relatos feitos pela PMCe e Pol Civil como ; fotografias , fitas de vídeo , escalas de serviço e jornais , deve ter seu grau de participação determinado em maior ou menor intensidade ," sem perder de vista o fato de que a simples participação de policias militares , no movimento ,. remunerados pelo Estado , armados para defender a sociedade e ferindo a Constituição da República e do Estado , " são argumentos suficientes para o Conselho de Disciplina *concluir pela expulsão de* tais, elementos . Acrescente-se que quebraram os elos mais importantes da Instituição , a hierarquia e a disciplina , perdendo a confiança dos chefes , do governo e da sociedade .
(.. )
 *g* . O acompanhamento dos Inquéritos , por parte do Ministério Público não pode e nem deve ser dispensado pelos encarregados para que se obtenha o respaldo da justiça e o resguardo das decisões do Comandante após as conclusões .
(...)

 3 . Recomendo , por último , que sistematicamente este Secretário deve ser informado do andamento e evolução dos Inquéritos .

 *Então , vejamos :*

" Parecer da 33° Procuradoria de Justiça "

" Percebe-se , com clareza , que os trabalhos realizados pelo Conselho de Disciplina sofreram interferência externa , o que evidencia a quebra da imparcialidade no procedimento administrativo , e mesmo da decisão final , em total desrespeito ao direito do apelante à ampla defesa , uma vez que desprestigia   o caráter prévio de sua defesa em relação ao ato decisório .
Por conseguinte ,os depoimentos das testemunhas , as provas colhidas , bem como os valorosos serviços prestados pelo apelante à corporação foram irrelevantes para o Conselho Disciplinar , o que reforça os argumentos do Membro do MP Militar que, instado a opinar sobre os trabalhos do referido Conselho , manifestou-se mediante fortes argumentos, pela absorção do acusado .

 Processo : n° 0630220-87.2000.8.06.001*

 Após o desfecho ; aconteceram várias punições : tendo 453 policiais militares afastados , desses (70) setenta foram presos/ e ou detidos , passando a responder a Conselho de Disciplina . ( 13 ) treze foram excluídos dos Quadros da PM . Porquanto , após 22 anos do ocorrido , nenhum desses , tivera conduta desviada , vivendo dignamente de forma honesta , provando que aderiram ao movimento grevista por sonharem com uma polícia mais humana , justa e cidadã .
Em 2010 o então Senador Garibaldi Alves do PMDB do Rio Grande do Norte , apresentou no Senado um projeto de lei de anistia aos policiais militares que participaram de movimento reivindicatório do ano de  1997 , sendo aprovado pelo no Senado e posteriormente enviada a Câmara dos Deputados , onde teve como relator o então Deputado Mauro Benevides do PMDB do Ceará. Ao retornar ao Senado após aprovação , foi encaminhado á Presidência da República . Porquanto o então Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva , " Sancionou " a lei , tendo sua publicação no dia 13 de janeiro de 2010 ( lei de anistia das polícias  n° 12.191 .

É de bom alvitre ainda relatar que o estado do Ceará , não reconheceu a anistia a nível federal , pois segundo argumentos da Procuradoria Geral do Estado ; a lei de anistia é inconstitucional pois fere o pacto federativo e autonomia dos estados no que refere a anistia administrativa , nesse diapasão os Policiais militares expulsos formaram " o comitê dos excluídos da greve de 97,onde se reúnem uma vez por mês e uma residência no bairro de Messejana - Fortaleza  e através de vários requerimentos administrativos , solicitam do Governador , a reparação dos danos ; editando um *projeto de* *lei a nível estadual de* *anistia administrativa ,* *cujo documento se* encontra na gabinete do Governador Camilo Santana desde , julho de 2017.  ( *N° protocolo 1170983/15)*

Conquistas :

1. Conjunto habitacional em  Messejana para polícias civis e militares ;

2. Soldo de R$ 100,00 , de Soldado a Coronel ;

3. Criação da Controladoria Geral dos Órgãos de Segurança Pública ;

4. Auto crítica da tropa ( praças ) de que a teoria do direito da força , em detrimento da força do direito , era uma falácia para manter os privilégios dos oficiais , em detrimento do suor e da mão de obra barata dos praças .

 Josué de Sousa .
 Sargento " concurso "  de 1983

Policiais militares fazem parto de gestante em Fortaleza

Uma composição do Grupo Tático Rodoviário (GTR) realizou o parto de uma gestante dentro de um carro no Bairro Messejana, em Fortaleza, na noite desta sexta-feira (22).
De acordo com a polícia, o veículo onde a mulher estava foi abordado no Sítio São João, após passar em alta velocidade por uma blitz. Na ocasião, o homem que conduzia o carro informou aos policiais que a esposa estava grávida e ele estava a caminho do hospital.
Após a constatação do fato, os policiais do motopatrulhamento escoltaram o carro da família em direção a maternidade, para abrir caminho no trânsito. Em frente a uma praça na Messejana a mulher entrou em trabalho de parto e foi socorrida pelo sargento Filho, o cabo R. Dantas e o soldado Tales, que auxiliaram no nascimento da criança.
A recém-nascida do sexo feminino foi enrolada pelos policiais em um pano e levada, com a mãe, para o Hospital Distrital Gonzaga Mota, o Gonzaguinha da Messejana. As duas passaram por uma avaliação médica, que indicou que o estado de saúde de mãe e bebê era estável.

Deputado André Fernandes apresenta projeto de Lei versando apoio psicológico para agentes da segurança publica


Visando o bem estar de profissionais de segurança pública o parlamentar apresentou o PL 77/19 que estabelece apoio psicológicos a todos profissionais vejam abaixo texto extraído do Facebook do parlamentar:

Apresentei o projeto de lei n. º 77/19, que dispõe sobre o estabelecimento de programa de apoio psicológico voltado ao acompanhamento de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária vítimas de traumas decorrentes do exercício funcional.
É conhecida e inegável a condição de elevado estresse funcional a que são submetidos, diuturnamente, esses profissionais.
Esses guerreiros merecem uma atenção especial! 



2º BPM PM MA emite nota de pesar pelo falecimento do capitão Holanda

Policial militar reformado, ele foi encontrado morto, na manhã deste domingo (17), em um sítio que residia próximo à Polícia Rodoviária Federal.

Oficiais e praças do 2º Batalhão da Polícia Militar, em Caxias, emitiram uma nota de pesar pelo falecimento do capitão Holanda. Policial militar reformado, ele foi encontrado morto, na manhã deste domingo (17), em um sítio que residia próximo à Polícia Rodoviária Federal.

Admiradora da Polícia faz oração aos policiais do Brasil

Senhor, olha para nossos agentes, enquanto eles estão totalmente desamparados, que eles lembrem que o Senhor nunca os abandonam, que eles busquem amparo em ti,refúgio e abrigo. DEUS peço que neste momento repreenda do meio dos nossos guerreiros o espírito do suicídio,  por mas que tudo esteja difícil mas que eles lembrem que o Senhor pode ajudar a sairem e enfrentarem os momentos de angústias e tristezas. Que corrói a alma porque sabemos que só o Senhor Jesus tem a cura vamos orar pelo nossos agentes de segurança pública pública do Brasil. 

Emily França 

Recife Pernambuco



Mais um PM pratica suicídio no Ceará fato ocorrido na Parangaba


Em Fortaleza, no bairro Parangaba, um policial militar tirou sua própria vida através de enforcamento, varias viaturas da PM e do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) foram ao local, porém não foi possível evitar que o policial perdesse a vida. Com essa morte o estado acumula, assustadores, cinco suicídios nesses primeiros 75 dias do ano de 2019.
Diante disso pode-se observar que a tropa de militares estaduais do Ceará encontra-se doente e necessita de ajuda e apoio. O policial militar está todos os dias exposto a todas as mazelas da nossa sociedade e tem que manter uma postura de estabilidade, pois espera-se dele a resolução dos problemas daquela sociedade também doente.
Os militares não tem direitos básicos, tais como carga horária definida, adicionais noturno ou por insalubridade, a greve nem tampouco lutar por direitos iguais aos outros cidadãos, muitas vezes os policiais são tratados como uma subcategoria, influenciando assim para seu adoecimento.

Mas existem 2 fatores que dificultam ao militar a busca de ajuda psicológica: a primeira é que espera-se do policial a força e postura de um super himano que está acima de todos os problemas (diz-se em quartéis que “o militar está acima do tempo”) e o segundo motivo, que se verifica na tropa cearense, é que o policial que busca apoio de um especialista é tratado como uma pessoa que está de corpo mole e não quer trabalhar por desídia.
Apesar dessa categoria ter assegurada em seu estatuto o direito a atendimento psicossocial, o governo do estado do Ceará não cria um programa, ou alguma ferramenta, que atenda a esse profissional que cuida do bem estar social e tem seu mister como ‘Servir e Proteger’.

FONTE: MBL

Casos de suicídios de PMs ocorridos desde janeiro 2019:

1 - Capitão da guarda do Palácio 
2 - Cabo da 5a Cia do 5o BPM 
3 - SOLDADO Raio Camocim 
4- Sargento batalhão de eventos fato ocorrido em Paracurú 
5- Soldado Almeida ocorrido em Parangaba


Número de psicólogos para atenderem agentes de segurança pública no Ceará é insuficiente


Conforme matéria publicada no jornal diário do Nordeste edição do dia 07 de Março deste foi reportada que apenas 3 psicólogos fazem atendimento a todos profissionais de segurança pública do Estado a PM que tem quase 20 mil agentes é a que apresenta o maior número de doenças relacionadas ao fator psiquiátrico e psicológico.  Abaixo um trecho da reportagem:

O secretário afirma ainda que um estudo deve ser realizado pela Pasta em parceria com uma universidade cearense, para investigar o “adoecimento psicológico” de alguns profissionais, que pode levar a suicídios, tentativas de suicídio e a lesões em familiares, “especialmente as esposas”. 
“Queremos saber o que tem levado o policial a se suicidar. Pode ser uma infinidade de problemas. Pode ser não só o estresse, já que é uma profissão reconhecidamente estressante; além disso, tem problemas financeiros, familiares, assédio moral? Queremos abrir esses dados pra universidade”, explica.

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NOTA DO BLOG

Diante do exposto ve-se que isto afeta a corporação há dezenas de anos e o momento é de buscar soluções urgentes pois estes agentes são responsáveis pela segurança pública de cerca de 9 milhões de habitantes e precisamos ter nas ruas polícias saudáveis para que não venham a cometerem erros durante as ocorrências das mais complexas a que são chamados diariamente.

No caso dos policiais militares há cerca de 10 anos eles perderam um hospital específico para eles que era o HPM Hospital da Polícia Militar o qual agora atende pelo SUS naquela época foi de grande serventia para referidos servidores. Ficamos na torcida para que dias melhores venham para estes importantes profissionais que arriscam suas vidas em prol da sociedade.

ABAIXO LINK DA REPORTAGEM DO JORNAL 
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/seguranca/online/apoio-psicologico-a-policiais-militares-sera-reforcado-afirma-secretario-andre-costa-1.2072014

Projeto visa facilitar aquisição de arma por policiais que respondam a inquérito




O deputado federal Heitor Freire PSL Ce pretende entrar com projeto  benéfico para que policiais que respondam a inquérito tenha direito à  aquisição de arma vejam parte da reportagem públicada no jornal diário do Nordeste:

Para ele, o Estatuto do Desarmamento trouxe um de seus "maiores absurdos" ao exigir que, para uma pessoa adquirir uma arma de fogo, ela não deve responder a inquérito policial ou processo criminal.
"Em se tratando da realidade do crime no Brasil, onde centenas de policiais morrem por ano, questiona-se: é justo que um agente de Segurança Pública seja impedido de ter uma arma, em razão de um inquérito qualquer? Por tão somente responder a um processo judicial, onde, até sentença transitada em julgado, é considerado inocente? Obviamente não é razoável, restando abalada a fé pública garantida aos agentes da lei", defende.

Ficamos na torcida para que outros deputados também abracem projetos no sentido de ajudar os valorosos agentes de segurança pública deste país que em governos passado foram relegados ao desprezo.

Suicídios na PM Cearense aumentam e causam preocupação

O ano de 2019 tem sido bastante preocupante para sociedade Cearense já que a PM é um patrimônio do povo Cearense é ela a responsável pela segurança do mesmo. 
De janeiro a março deste ano ocorreram em todo estado 4 casos de suicídios envolvendo membros da instituição é preciso portanto um maior acompanhamento psicológico com os agentes da segurança pública por que afinal de contas é  um risco termos policiais doentes trabalhando nas ruas. A profissão de policial é uma das mais estressantes do mundo especialmente o PM que está no front da guerra eles é que estão nas ruas, nas favelas, nas menores cidades do interior são homens que atendem ocorrências das mais variadas e complexas. O último caso verificado foi hoje por volta de 03:40 min em Paracurú cidade litoral oeste deste estado quando um sargento matou a própria esposa, lesionou um amigo e em praticou o suicídio. Ficamos aqui na torcida para que dias melhores venham para esses homens verdadeiros guerreiros que apesar das deficiências estão nas ruas em defesa do cidadão brasileiro.
Em apenas dois meses deste ano  quatro suicídios é inédito na história da corporação algo está errado e deve ser corrigido e urgente.


DEPRESSÃO:

Distúrbio mental caracterizado por depressão persistente ou perda de interesse em atividades, prejudicando significativamente o dia a dia.

Ceará: PMs revertidos ao serviço ativo até hoje não receberam salários diz Deputado


Em pronunciamento feito na Assembleia Legislativa do Ceará o Deputado estadual soldado Noélio denunciou que os militares que foram convocados para participarem da operação de combate à criminosos que em janeiro último promoveram dias de terror no estado até hoje não receberam seus salários correspondente à pro labore. O legislador acrescentou ainda que a reversão  ainda não teria sido publicada no diário oficial do estado.

DEPUTADO HEITOR FREIRE PEDE DESARQUIVAMENTO DA PEC 300

A pedido do deputado Heitor Freire o presidente da casa, Rodrigo Maia, autorizou o desarquivamento da chamada 'PEC 300'. A proposta de emenda constitucional trata da remuneração de policiais militares.

Segundo alegativa do deputado se um soldado PM em Brasília  por exemplo recebe 7 mil reais e aqui no Ceará 3 mil reais o intuito da aprovação da PEC é equipar os salários das PMs do Brasil aos da Polícia Militar de Brasília.

Com segundo pior salário do Nordeste PMs do Ceará pedem mediação política junto ao governo por melhores salários


Senhores parlamentares que foram eleitos com os votos dos policiais militares e aqueles que levantaram a bandeira da segurança pública, onde estão os senhores que não fazem uma comissão e procurem o Governador do estado para pautar essa proposta salarial elaborada pela ASSOF?
Já temos dados concretos de como viabilizar tal proposta, o que falta agora é mediação política e trazer a tropa para a discussão.




PMs sofrem com suicídios e transtornos mentais sem apoio da corporação

FONTE: SITE REVISTA EXAME
Treinados para não revelarem suas próprias dores, policiais militares de todo o país enfrentam números explosivos de problemas

Há cinco anos, o pai de Fernanda*, um policial militar de Santa Catarina, cometeu suicídio no caminho para o trabalho. O corpo do PM, de 40 e poucos anos, foi encontrado logo pela manhã dentro do seu carro, estacionado próximo à casa da família, que descobriu que a causa da morte era suicídio ao liberarem o corpo no IML. Jorge usou a própria arma de trabalho para por fim à vida.

“Foi algo que ninguém esperava, fomos descobrir que ele teve depressão depois que ele se matou. A depressão dele é aquela que tem alteração de humor, ele sempre teve isso. Depois que se matou que fomos entender o que era. Meu pai nunca falou sobre isso [depressão]. No dia achamos que tinham matado ele, não sabíamos que tinha sido suicídio. Até porque só falaram para a gente que ele tinha se matado perto do velório. Foi difícil porque ele não nos contava nada. Ele era bem fechado, era o jeito dele”, diz a filha.

A jovem, com 16 anos na época, conta que a Polícia Militar tinha ciência da necessidade de acompanhamento psicológico do seu pai. “A polícia também nunca tirou ele da rua, mesmo sabendo das situações. A polícia sabia, tanto que ele chegou a consultar um psicólogo da instituição, mas aí ele não quis mais ir, não gostou e não o obrigaram a sair da rua. Ele continuou trabalhando. Meu pai passou 20 anos na polícia, todo esse tempo na rua.”

Em todas as regiões do país, que conta com cerca de 425 mil policiais militares, são altas as taxas de suicídio e de transtornos mentais. Em São Paulo, por exemplo, estado com o maior efetivo policial do país (93.799 agentes),120 policiais militares cometeram suicídio entre 2012 e 2017.

São números explosivos, resultado de décadas de omissão, como explica Adilson Paes de Souza, hoje coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo. A primeira vez que viveu de perto um suicídio na instituição, lembra, foi nos anos 1980. Um de seus colegas na PM apareceu de surpresa no serviço, visivelmente alcoolizado. Não explicou o motivo da visita, mas Paes de Souza conta que ele fez questão de se despedir de um por um, antes de ir embora, de volta para o bar. Uma hora mais tarde, ele e seus colegas de farda foram chamados pelo superior para atender a ocorrência de um suicídio. Aquele PM, que alguns conheciam desde os tempos de academia, havia se matado.

Pesquisador de segurança pública, Paes de Souza é doutorando da Universidade de São Paulo (USP), e seu tema principal é a inadequação da formação policial para lidar com a pressão da violência cotidiana. O treinamento exigente – quando não abusivo – desde a entrada na corporação prolonga-se em um cotidiano de rigidez hierárquica e intimidação, agravando o estresse, o medo e a angústia inerentes à profissão. Quase sempre vividos em silenciosa solidão.

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“Há muitos casos que não são notificados e muitos não buscam o tratamento psiquiátrico porque vão sofrer chacota no ambiente de trabalho. Serão chamados de covardes e fracos; os comandantes podem crer que eles estão enrolando para matar serviço, por exemplo. É um ambiente bem machista e de virilidade, em que não podemos assumir fraquezas. Eu fui treinado assim, com os trotes na academia, os trotes das unidades em que passei. Você é humilhado e tem que aguentar porque o bom militar aguenta, o guerreiro aguenta toda e qualquer violência e acha isso normal. Nos fazem achar que fomos feitos para isso, mas ninguém foi feito para isso. Quando a PM não assume que seus policiais têm problemas, a instituição está fechando uma panela de pressão vazia, sem água, que vai explodir um dia”, adverte Paes de Souza, que ainda carrega as cicatrizes da violência sofrida 
Sá:
na profissão. “Bom, eu faço terapia”, diz.

Violência policial e sofrimento individual
O problema ocorre em todo o país, especialmente nas regiões em que a polícia é mais violenta, como o Rio de Janeiro. Um grupo de psicólogos da PM com pesquisadores do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEPeSP), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), investigou a questão através de uma pesquisa realizada entre 2010 e 2012 entre policiais militares. Entre as conclusões, um dado impressionante: no Rio, os PMs têm quatro vezes mais chances de cometer suicídio em comparação à população civil.

Os resultados do estudo foram publicados em 2016 no livro Por que policiais se matam?, coordenado pela pós-doutora em sociologia pela Uerj Dayse Miranda. Entre os problemas apontados, estão a dificuldade de pedir ajuda e a forma como são tratados na corporação quando adoecem.

Entrevistado pelos pesquisadores, um praça da PM disse que passou a ser tratado de forma pejorativa pelos colegas e oficiais após a licença médica e seu retorno ao posto. “Fiquei 15 dias em casa; quando eu voltei pra trabalhar, eu estava trabalhando já com arma de fogo, normalmente. Não entrei nem em Sina [Serviço Interno não Armado]. Quando eu voltei, eu fiquei seis dias detido no batalhão, preso. É. Meu tratamento foi esse. Eu fiquei dois dias hospitalizado e 15 dias em casa. No 16° dia, eu voltei à companhia. Me entregaram à tropa e fui punido”, disse.

Os dados apresentados pelo estudo de Dayse e sua equipe revelam que 58 policiais militares tiraram a própria vida e 36 tentaram suicídio entre 1995 e 2009 no Rio de Janeiro. “Embora esses números sejam altos, o trabalho de campo revelou que essas cifras estão subestimadas. Muitos dos casos de suicídios consumados e tentativas de suicídio não são informados ao setor responsável por inúmeras razões. Entre elas, estão as questões socioculturais – o tabu em torno do fenômeno; a proteção ao familiar da vítima (a preservação do direito ao seguro de vida) e a existência de preconceito ao policial militar diagnosticado com problemas emocionais e psiquiátricos”, afirma o relatório da pesquisa.

De acordo com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, entre janeiro de 2014 e junho de 2018 três PMs foram diagnosticados, por dia, com transtornos mentais. Entre janeiro e agosto de 2018, 2.500 policiais militares foram afastados por transtornos mentais, mais que o dobro dos afastados em todo o ano de 2014 (836).

Para os autores do estudo, os profissionais da saúde da PM devem estar atentos para sinais de deterioração da saúde mental dos agentes, “no atendimento ao policial militar, principalmente aquele em atividade-fim, e em constante atuação de enfrentamento junto à criminalidade, o profissional de saúde deverá estar atento a comportamentos que demonstrem o afastamento das condutas de segurança requeridas para a prática da ação policial militar”, e complementa: “deve-se afastá-lo de sua arma de fogo ou outro meio que tenha à disposição e conduzi-lo ao psicólogo. É interessante entrar em contato com familiares ou amigos próximos na tentativa de fortalecer a rede de apoio”.

Números explosivos
Ao longo de dois meses, a reportagem enviou mais de 50 solicitações de acesso à informação para os 26 estados e Distrito Federal, questionando as secretarias de Segurança Pública sobre o número de policiais que cometeram suicídio e a quantidade de PMs afastados do serviço por transtorno mental. Onze estados e o DF informaram ter registros de suicídios, mas apenas dois enviaram os dados referentes ao período de janeiro de 2008 e julho de 2018, como solicitado pela reportagem: Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Ainda que incompletas, as informações obtidas mostram que a quantidade de policiais militares afastados nos estados que responderam às solicitações é alta. Há relatos de afastamentos e suicídios em todos os 26 estados e no Distrito Federal. No Espírito Santo, por exemplo, aumentou o número de tentativas de suicídio entre PMs após a greve que paralisou paSá:
rte dos policiais no estado no início de 2017. A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo (ACS/ES) registrou, nos meses seguintes à greve, pelo menos cinco suicídios. Além disso, ao menos 13 policiais da 5ª Companhia do 4º Batalhão da PM foram afastados por agravamento de transtornos psíquicos. Entre as causas mais comuns relatadas está a perseguição perpetrada por oficiais de patentes superiores nos momentos pós-greve.

Em São Paulo, entre 2006 e 2016, 182 policiais militares cometeram suicídio: uma morte a cada 20 dias. A partir de 2012, a situação piorou. Entre aquele ano e 2017, 120 policiais militares tiraram a própria vida, um a cada 15 dias. Dados do relatório da Ouvidoria das Polícias do estado, publicados pela Ponte Jornalismo, mostram que houve 71 casos de suicídio em entre 2017 e 2018. Mais grave: houve crescimento de 73% nas ocorrências, com 20 casos ao longo de 2017 e 51 registros em 2018.

No Rio Grande do Sul, 50 PMs cometeram suicídio entre 2008 e 2018, período em que 10 se mataram em Pernambuco. No Ceará, entre 2011 e 2018, foram 18 PMs mortos por suicídio; enquanto no Rio Grande do Norte, entre 2010 e 2018, foram oito os suicídios – mesmo número dos ocorridos entre 2015 e 2018 em Alagoas.

Já no Distrito Federal, foram 11 suicídios entre 2016 e 2018, mesmo período em que 21 PMs se mataram na Bahia, de acordo com a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-BA). A PM baiana não confirma nem disponibiliza outros dados referentes aos suicídios cometidos no período.

Também forneceram dados sobre suicídios de PMs Maranhão – cinco mortes entre 2014 e 2018 –, Mato Grosso do Sul – 12 suicídios – e Paraná, 26.

Suicídio de PMs por estado

 (Agência Pública/Reprodução)

PMs afastados por transtornos mentais por estado

Os demais estados alegaram falta de informações precisas sobre afastamentos e suicídios ocorridos na última década, uma dificuldade que o pesquisador Adilson Paes de Souza conhece de perto: “A instituição [Polícia Militar] não se abre. Você mal consegue dados e, sem eles, não é possível estudar o fenômeno ou entender como ele surgiu, como se manifesta e quais os caminhos para se superar esses problemas. Os poucos dados que se obtêm pela Lei de Acesso à Informação são, na maioria das vezes, incompletos”, diz.

Para Paes de Souza, a rotina de negar ou proteger dados relacionados à segurança pública no Brasil ganhou força durante o regime militar. “Em 1969, no auge da repressão, houve um decreto-lei, o 667, de 1969, que criou os policiais à imagem e semelhança do Exército. Uma tropa militarizada para combater os inimigos da sociedade. E essa tropa militarizada era considerada a nata, a casta, os únicos que poderiam salvar a nação do comunismo. Os militares acreditavam e acreditam que são a elite, que são os únicos que sabem o que é bom para todos. E, portanto, eles não precisam prestar contas a ninguém. É por isso que é tão difícil conseguir dados”, afirma.

O problema dos dados se repete quando a pergunta é sobre a quantidade de PMs afastados da função devido a transtornos mentais. No estado de São Paulo, dados obtidos via Lei de Acesso à Informação apontam que 4.115 policiais foram afastados para se submeterem a tratamentos psiquiátricos entre 2008 e 2018. Entretanto, em setembro de 2017, o portal de notícias VICE Brasil recebeu, também via Lei de Acesso à Informação, dados que apontavam que “entre 2006 e 2016, 15.787 PMs foram afastados temporariamente da corporação para se submeterem a tratamentos psiquiátricos”. Procurada pela Pública, a Polícia Militar do Estado de São Paulo não deu esclarecimentos sobre a discrepância numérica até a publicação desta reportagem.

Seis estados negaram à reportagem o acesso aos dados: Ceará, Pará, Goiás, Rondônia, Sergipe e Piauí. No geral, a justificativa apresentada pelos estados foi que as informações requeridas eram de caráter pessoal dos policiais e, portanto, sigilosas. Os dados requeridos pela reportagem não previam a identificação de nenhum servidor, apenas estatísticas Sá:
 e informações quantitativas.

Medo de morrer
A função “policial militar” está entre as mais perigosas, e o peso da alta mortandade profissional, somado ao temor da morte, pode ser, paradoxalmente, dois entre muitos fatores que influenciam a decisão do PM de cometer suicídio. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um policial militar ou civil foi morto por dia em 2017 no Brasil.

Em 2014, o Rio de Janeiro foi o estado em que mais pessoas morreram em decorrência de ações policiais, foram cerca de 3 mil mortes. Paradoxalmente, no mesmo ano, o estado também foi o que mais perdeu policiais para a violência, com 98 mortos, seguido de São Paulo, com 91. “No geral, dos 398 policiais militares mortos por homicídios em 2014, quase 25% correspondem às mortes de policiais somente no estado do Rio de Janeiro. Esses dados sugerem que a alta exposição de policiais militares à letalidade policial pode torná-los mais suscetíveis à vitimização letal”, explicam os autores de “Por que policiais se matam?”.

O temor de adquirir transtornos mentais e comportamentais foi um dos temas da pesquisa realizada pelo Fórum de Segurança Pública em 2015. De acordo com o estudo, que ouviu mais de 10 mil agentes de segurança pública, 53,7% dos PMs têm receio “alto” e “muito alto” de desenvolver transtornos mentais. Dos PMs entrevistados, 15,1% sofrem de transtornos mentais comportamentais (TMC), como depressão e esquizofrenia, por exemplo.

Há outros fatores de risco para suicídios e transtornos mentais aos quais PMs estão expostos. A começar pela rigidez hierárquica, que faz com que os agentes escondam o problema de seus superiores. De acordo com a pesquisa “Vitimização e percepção de risco entre profissionais do sistema de segurança pública”, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 2015, 55,4% dos policiais militares têm receio “alto” e “muito alto” de manifestar discordância da opinião de um superior. Um problema agravado pela formação a que se submetem, como afirmou Paes de Souza, o que faz com que esses profissionais sequer procurem ajuda.

“No Rio de Janeiro, muitos PMs resistem ao afastamento porque acabam não entendendo [a sua necessidade]. Por serem formados para servir em qualquer circunstância, muitos têm o sentimento do dever e chegam a trabalhar [durante a folga] prestando serviços de segurança. Isso é muito comum”, explica Dayse Miranda. Ela também alerta para os prejuízos concretos que sofre o PM que passa por atendimento médico. “Com o tratamento psiquiátrico e a licença, o PM perde a gratificação ou adicional por algum tipo de trabalho. Isso é puni-lo duas vezes, puni-lo por estar doente. A desculpa é que o estado não garante isso. O estado do Rio não se importa com a saúde do policial militar. Eles querem colocar homens na rua e não consideram a sua vida. Os PMs saem atirando a esmo porque estão com medo”, ressaltou.

Em Santa Catarina, a situação não é diferente. “Aqui, se você tira licença médica ou tira férias, o PM perde R$ 700 do salário, então o policial prefere trabalhar do que perder aquele valor. Eles não param. Meu pai trabalhava como segurança por fora. Ele trabalhava cerca de 15 ou 16 horas. Trabalhava como segurança particular em supermercados e padarias, mas não podia, a PM não deixa”, conta Fernanda*.

Um estudo realizado em 2009 por Joana Helena Rodrigues da Silva, mestre em psicologia escolar e desenvolvimento humano pelo Instituto de Psicologia da USP, aponta para a relação entre a prática policial e implicações na saúde mental dos agentes. Para Joana Helena, o mesmo policial que vai às ruas com o intuito de combater a violência está vulnerável a ela e “não somente enquanto cidadão, mas também quando se coloca como combatente”.

Assim, o indivíduo submetido às práticas policiais passa a enxergar a sobrevivência de maneira física, comprometendo sua capacidade de reflexão, ou seja, “renuncia a tudo aquilo que não seja a destruição daqueles que querem destruí-lo”.

Corda bamba
Em uma padaria na região central de Joinville, Henrique*, um ex-policial militar de Santa Catarina e marido de FerSá:
nanda*, reflete sobre esse assunto: “O policial está sempre em uma corda bamba: se você vacilar, você morre. Se você exagerar, vai preso. Será que eu arrisco levar um tiro ou arrisco dar um tiro?”.

O relato do ex-PM catarinense corrobora a tese defendida por Joana Helena de que o policial em situação de risco pode recorrer involuntariamente à violência como mecanismo de defesa e, assim, utilizar as ferramentas à sua disposição para tal: a força física, a arma de fogo e o respaldo jurídico.

As promoções na carreira também ficam prejudicadas, de acordo com Paes de Souza. “A promoção de oficiais é por merecimento ou por tempo de polícia. E por merecimento você pode ser promovido mais rápido, porém, se você tem algum transtorno psicológico na sua ficha, é possível que você não seja escolhido para determinados postos para ‘não dar problema lá’”, explica.

Outro fator de risco para os policiais são os problemas familiares, que surgem como consequência do estresse da profissão e do baixo valor dos salários. Segundo a mesma pesquisa do Fórum de Segurança Pública, 51% dos policiais militares já tiveram problemas para garantir o sustento de suas famílias. Para complicar, 39,4% dos PMs têm familiares que sofreram algum tipo de violência e/ou ameaça por serem parentes de um policial, e 31,8% sofreram algum tipo de violência e/ou ameaça como forma de retaliação pela atuação do parente.

Ter um comportamento violento dentro de casa em consequência da tensão profissional também é comum. “O cara vai descontar em casa; vai desenvolver alcoolismo, uso de drogas ilícitas, dependência de remédios, como antidepressivos, e tentativas de suicídio. Se alguém acha que é normal a cada 15 dias um policial militar cometer suicídio, esse alguém deve estar louco”, diz Paes de Souza.

Uma pesquisa realizada pelo mestre em psicologia e coordenador da Saúde da Polícia Militar de Santa Catarina, Gustavo Klauberg, organizou dados do afastamento de 5.777 policiais e bombeiros militares do estado entre 2013 e 2016. Dentre as conclusões de Klauberg, destaca-se a prevalência de 6,32% de servidores com TMCs.

A pesquisa de Klauberg utilizou o sistema de corte transversal para analisar os dados de afastamentos da PM-SC. Na prática, isso significa que as causas prováveis das doenças e seus efeitos foram observados no mesmo intervalo temporal. Isso se mostra importante na análise, pois, sendo os transtornos mentais doenças influenciadas pelo cotidiano do paciente, contextos sociais específicos podem criar um ambiente favorável para o aumento no número de casos.

O pesquisador conclui que “cuidar da saúde do policial militar estadual é, portanto, estratégico para o Estado de Santa Catarina, tanto do ponto de vista econômico, considerando o investimento de dinheiro público nas forças de segurança, quanto de eficiência profissional, já que a saúde exerce importante influência no desempenho e na qualidade do serviço prestado”. Ele ressalta que, entre 2014 e 2016, o governo do estado de Santa Catarina gastou mais de R$ 40 milhões com o pagamento de salários de PMs e bombeiros afastados. Em 2014, o governo desembolsou cerca de R$ 6,5 milhões; já em 2016, o valor superou os R$ 18 milhões.

Além disso, os dados mostram que 79% dos 5.777 afastados tinham funções operacionais, como o policiamento. Klauberg conclui ainda que a maioria esmagadora dos pacientes, 97,3%, está nos cargos mais baixos da hierarquia. Entre 2014 e 2016, o aumento de servidores afastados foi de 238,4%.

São muitos os fatores que podem elevar o estresse dos agentes a níveis críticos. Entre os que aparecem com maior frequência em pesquisas, como a de Klauberg e de Dayse Miranda, estão históricos de abuso de álcool e outras substâncias, exposição a situações de estresse e violência, trabalhos em dois turnos e, também, maus-tratos por superiores na hierarquia militar.

Risco para si e para sociedade
De acordo com o Anuário do Fórum de Segurança Pública Brasileiro de 2018, 5.144 pessoas morreram em decorrência de intervenções policiais no Brasil. Isso equivale a 14 mortos por dia.

Um policial militar cSá:
om transtornos mentais não diagnosticados ou não tratados pode representar um risco para si e para a sociedade; a alta exposição a situações de risco de vida acarreta, explica Klauberg, em sua dissertação, no aumento dos níveis de cortisol do indivíduo.

O cortisol é um hormônio envolvido diretamente no controle do estresse. Quando em excesso, pode resultar em falta de atenção, lapsos de memória, dificuldade de concentração e, a longo prazo, distúrbios do sono e alimentares. Esses sintomas, somados ao porte de arma e à atividade estressante da função policial, podem acarretar, por exemplo, excessos durante abordagens cotidianas que, teoricamente, seriam simples.

Para o coronel Adilson Paes de Souza, é possível compreender o comportamento violento e excessivo de policiais em abordagens com base no estudo da psique pela ótica do psicanalista referência na área, Sigmund Freud. Paes de Souza ressalta: “Segundo Freud, em A psicologia das massas, a massa tem uma psique própria, que é muito mais do que a junção das psiques dos sujeitos que a compõem. É aí que mora o perigo. Eu posso estar conversando com vocês sobre violência, depois ir ao Morumbi assistir a um jogo e matar um cara junto com outros torcedores violentos; e aí você me pergunta: por quê, Adilson? E eu não tenho como explicar, eu fui assimilado pela massa e aconteceu. Da mesma forma que os policiais cristãos vão à igreja, são absolutamente religiosos, mas quando assumem o serviço saem na rua e matam um, dois”.

Ele explica que a formação do policial militar, assim como a dos militares das Forças Armadas, tem uma ideologia própria e é transmitida a todos os policiais. “Eu fui formado durante a ditadura. Fui formado para saber que ‘militar é superior ao tempo; militar não chora; militar não sente medo; paisano [civil] é bom, mas tem muito’. Hoje, depois de 30 anos de PM e de estudos, eu percebo que estávamos sendo doutrinados”, relata. Para ele, essa ideologia transmite a sensação de heroísmo aos PMs. Em sua analogia, o coronel compara os policiais ao Super-Homem [Superman]. “’Eu sou o Super-Homem, tenho superpoderes, mas não sou bem resolvido’. Esse é o policial militar. O suicídio é uma das opções. O PM não aguenta. O falso eu do policial é ser um super-herói. Então, talvez, o PM cometa suicídio para eliminar esse falso eu e proteger o verdadeiro eu”, conclui.

800 mil suicídios por ano
Todos os anos, cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio no mundo. Na prática, isso equivale a uma morte a cada 40 segundos. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS). Só no Brasil, mais de 11 mil pessoas se matam todos os anos.

O ato de atentar contra a própria vida não é uma novidade deste século, mas está crescendo em ritmo acelerado, junto com a ocorrência de transtornos mentais. O suicídio já foi considerado uma doença, uma espécie de “loucura momentânea”, mas essa ideia foi descartada e enterrada com a publicação de O suicídio, de Émile Durkheim no século 17. De acordo com o sociólogo francês, são inúmeras as causas que podem levar uma pessoa a dar fim à própria vida. São tantas as possibilidades que não seria possível apontar causas, mas apenas disposições e fatores agravantes.

De acordo com o autor, ainda em 1897 já era possível dizer que o suicídio não é um evento individual nem uma loucura que toma conta do ser humano. Para Durkheim, o suicídio nasce da soma de tendências suicidas, transtornos mentais e contextos sociais. Porém, nenhum desses elementos seria a sua causa e, sim, pontos de pressão que podem ou não culminar num suicídio consumado.

Para Durkheim, o suicídio é um fato social e sua preponderância nas sociedades se dá pela coesão social, ou seja, quando a sociedade não é unida e vive entre tensões sociais, verifica-se maior ocorrência de suicídios.

Quando as instituições sociais não cumprem tão bem seu papel porque estão desmoronando, as normas de convívio social acabam enfraquecidas e a vida em sociedade pode se tornar angustiante e desmotivadora, de maneira que essas ocorrências se somam a questões individuais que terminam por levar o sujeito a coSá:
gitar o suicídio.

Durkheim sugere, logo de início, que o suicídio está ligado ao passar do tempo. Ele traz dados de países que, no século 17, já demonstravam maior ocorrência de mortes voluntárias autoinfligidas em pessoas com mais de 40 anos, aumentando com o envelhecimento.

“Não só o suicídio é muito raro na infância, mas é com a velhice que atinge o seu apogeu e, entre a infância e a velhice, aumenta regularmente com a idade […] Mesmo o recuo por volta dos 80 anos, além de ligeiro e nem um pouco geral, é relativo. Visto que os nonagenários se suicidam em igual ou maior proporção que os sexagenários, e sobretudo mais que os homens em plena força da vida. Por aqui não se vê que a causa responsável pela variação do suicídio não poderia consistir em uma impulsão congênita e imutável, mas na ação progressiva da vida social?”, escreveu.

É importante ressaltar que, no período em que Durkheim chegou a tais conclusões, o mundo tinha outros contextos sociais que permeavam o suicídio como fato social. Agora, nos primeiros 19 anos do século 21, tem-se noticiado um aumento expressivo e alarmante de suicídio na infância. De acordo com o Mapa da Violência Letal contra Crianças e Adolescentes do Brasil, entre 2003 e 2013 houve um aumento de 10% nos casos de suicídio entre crianças e adolescentes dos 9 aos 19 anos no país. Um dos fatores que pode estar ligado a esse aumento, por exemplo, é a dificuldade que pais e professores têm de notar sinais que indicariam a possibilidade de ocorrência de transtornos mentais.

De qualquer forma, o suicídio ainda impera entre os mais velhos. E as suposições de Durkheim encontram eco nas mortes de policiais militares em todo o Brasil, não somente quando relacionadas a faixa etária, mas também quando somadas ao contexto social e profissional em que vivem as vítimas.

*Os nomes foram modificados para preservar a identidade da fonte.

Essa reportagem é resultado da Improvisando