segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Itaitinga: Caseiro confessou que sentia atração sexual pela vítima

Rakelly foi estuprada e estrangulada, confessa caseiro

A menina chegou a gritar por socorro, mas ninguém a ouviu. Ela também lutou e chegou a morder os dedos do suspeito
Corpo de Rakelly foi encontrado na noite deste sábado 

A menina Rakelly Matias Alves, encontrada morta no sábado (24) após três dias desaparecida, foi estuprada e estrangulada pelo caseiro de um sítio próximo ao lugar onde morava, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

José Leonardo Vasconcelos Gracindo, conhecido como “Zé”, confessou os crimes, segundo a Delegada Socorro Portela, titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

Segundo a confissão, divulgada na manhã desta segunda (26) pela Polícia, José Leonardo viu quando a menina entrou sozinha no sítio, como costumava fazer. Ele aproveitou que o irmão e as esposa dele estavam longe e agarrou Rakelly. "Ele disse que, quando a criança entrou, ele a atraiu, deu uma gravata e a segurou com o outro braço", explicou a delegada.

Rakelly gritou por socorro, mas ninguém a ouviu. Ela também lutou, "mordeu os dedos do Zé", disse Socorro Portela. "E, depois que ele imobilizou a Rakelly, amordaçando, amarrando as mãos, ele passoui a abusar da criança e a estrangulou e jogou o corpo da menina no cacimbão", completou.

O suspeito também confessou que já sentia atração sexual pela menina antes do dia do crime.

O inquérito policial será concluído nos próximos 10 dias mas, preliminarmente, a polícia acredita que o suspeito agiu sozinho, mas a participação de outras pessoas não está descartada. 

José Leonardo foi autuado em flagrante e responderá por homicídio triplamente qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver. 

'Foi você que matou minha filha'

A mãe de Rakelly, a garçonete Patrícia Alves disse que sabia que 'Ze' tinha matado a filha dela no mesmo dia em que ela desapareceu. "Eu disse que ela estava lá. Eu falei que tinha sido ele. No primeiro dia eu fui lá no sítio, segurei no peito dele e falei 'foi você que matou minha filha'", afirmou.

Patrícia também acredita que o irmão e a esposa do suspeito também têm participação no crime. "Todos os três coalboraram. Fizeram isso porque não prestam. São assassinos", afirmou. "Espero justiça, quero justiça para minha filha", desabafou.
Matéria do Diário do Nordeste 


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