terça-feira, 27 de março de 2018

Chacina da Gentilândia: Atiradores usaram 4 armas nos crimes

Por meio de exames de microcomparação balística, a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) divulgou, ontem, que, pelo menos, quatro armas foram utilizadas na Chacina do Benfica. Após análise de 24 projéteis e fragmentos recolhidos nos locais dos crimes, a perícia constatou que a pistola calibre Ponto 40 encontrada com Douglas Matias também foi utilizada no assassinato de Adenilton da Silva Ferreira, vítima executada na Praça da Gentilândia.

Durante coletiva de imprensa realizada na sede do órgão vinculado à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o diretor adjunto da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), George Monteiro, acrescentou que o resultado é uma prova técnica e, com ele, é possível vincular os crimes registrados no último dia 9.


\"Os mesmos envolvidos que estiveram na Gentilândia, estiveram na TUF. Nós trabalhávamos com a desvinculação dos fatos. Com a perícia, ficou constatado que os mesmos envolvidos se utilizaram de ao menos uma arma de fogo em ambas situações\", disse o delegado.

Monteiro ressaltou que, de acordo com as investigações, além de Douglas Matias, quatro outros criminosos foram identificados e qualificados: \"Foram coletadas imagens. São cinco envolvidos\", acrescentou o delegado, mas sem afirmar se há mandados de prisão expedidos para os outros suspeitos.

Apreensão

A apreensão do veículo Fiat Punto, de cor branca, que, conforme imagens de câmeras de segurança foi utilizado na Chacina do Benfica, também vem auxiliando nas investigações do caso. O auxiliar do Laboratório de Identificação Papiloscópica (Lip), perito Paulo Harrison, salientou que a perícia feita no veículo resultou nas identificações de três impressões digitais, dentre elas, a de Douglas Matias.

\"Foram identificadas impressões digitais de três suspeitos. Eram impressões recentes. Como o veículo estava em uma garagem fechada e foi apreendido pouco tempo depois da ação, as digitais ainda estavam com qualidades excelentes. Elas foram encontradas no capô e vidros do carro\", disse Harrison.

Fonte: Diário do Nordeste 

domingo, 25 de março de 2018

Três adolescentes são executados à bala em Russas Ceará


Por volta das 03:30 da madrugada de hoje domingo 25/03/18, em um clube situado na travessa João Afonso bairro Tabuleiro do Catavento, três (3) jovens menor de idade foram assassinado a bala no momento que estava acontecendo uma festa. As vitimas foram identificadas como sendo;

Alexandre Fernandes Filho 17 anos, residente no bairro Tabuleiro do Catavento.

Carlos Devid Rodrigues da Silva 17 anos, residente Tabuleiro do Catavento
Cleidson Silva Gomes 15 anos, tembém residente no bairro Tabuleiro do Catavento.

Os corpos já foram encaminhados para o IML, na cidade de Quixeramobim/CE. No local do crime ninguém sabe ou não quis informar mais dados com relação a ação de quem teria praticado esse triplo homicídio.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Líder da Facção criminosa GDE é preso por expulsar famílias de suas residências

Mais um homem apontado como um dos líderes da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) foi preso por expulsar famílias de suas residências, em Fortaleza. Ele tinha dois mandados de prisão em aberto e tentou corromper os policiais com dinheiro, ao ser abordado na última terça-feira (20).

Eugênio Marques Bezerra, conhecido como 'Avatar', de 38 anos de idade, já era investigado desde o ano passado, quando o 30º DP (Conjunto São Cristóvão), da Polícia Civil, começou a receber um maior número de denúncias por expulsões de residências, que estavam sendo realizadas pela GDE, na região conhecida como Grande Jangurussu.

O titular do 30º DP, Maurício Júnior, solicitou a prisão preventiva de Eugênio Marques pelos crimes de associação criminosa e tráfico de drogas. Com o mandado expedido pela Justiça, policiais civis realizaram diligências pela região e encontraram o criminoso em uma oficina automotiva, em frente ao condomínio popular onde ele ordenou expulsões de moradores.

\"Vale ressaltar que o motivo da prisão dele ontem não só se deveu ao cumprimento de dois mandados de prisão que havia contra ele. Ele tentou corromper os policiais responsáveis pela sua captura, ofereceu R$ 50 mil para que o liberassem. Além disso, ele portava um RG (Registro Geral) falso, com dados inexistentes na Secretaria de Segurança Pública e que ele admitiu que comprou\", relatou o delegado adjunto da Distrital, Amando Albuquerque.

Além do mandado de prisão por organização criminosa e tráfico de drogas, Eugênio irá responder pelos crimes de uso de documento falso, falsa identidade e corrupção ativa. Ele já tinha passagens pela Polícia por roubo e latrocínio, além de ser suspeito de ordenar vários homicídios, segundo o delegado Maurício Júnior.

Irmão de 'Avatar' já havia sido preso

A detenção de Eugênio ocorreu menos de um mês após a captura do seu irmão, no dia 27 de fevereiro deste ano. Emanoel Marques Palhano, 27, também é apontado pela Polícia Civil como um dos líderes da GDE no Jangurussu e um dos mandantes das expulsões das famílias.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE 

segunda-feira, 19 de março de 2018

Marcola considerou traiçâo mortes no Ceará, diz Ministerio Publico de São Paulo

O duplo homicídio que vitimou os maiores líderes do Primeiro Comando da Capital, em liberdade, Rogério Jeremias de Simone, ‘Gegê do Mangue’; e Fabiano Alves de Sousa, o ‘Paca’, está longe de ser totalmente esclarecido. Se entre os investigadores, algumas perguntas continuam se resposta, porque nenhum dos executores foi preso; no mundo do crime, as coisas parecem ainda mais confusas.

A cúpula do PCC é estável e definida deste 2006. Durante todo este tempo, os membros se entenderam e conseguiram fazer da facção um ‘negócio’ promissor. É unanimidade entre as autoridades que investigam a organização que nenhuma grande ação acontece sem a ordem máxima de Marcos Willians Hebras Camacho, o ‘Marcola’. Porém, declarações dadas pelo detento, na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, de Presidente Venceslau, onde está toda a cúpula do PCC, dão a entender que ele não autorizou a morte de ‘Gegê’ e de ‘Paca’ e estaria se sentindo “traído”.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) confirmou que os homicídios podem não terem sido ordenados pelo líder da organização. Em entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPSP, contou que em um bilhete interceptado, ‘Marcola’ afirmou que ‘Fuminho’ o traiu e foi responsável pelas mortes.


Conforme antecipado com exclusividade pelo Diário do Nordeste, os membros da cúpula da facção embarcaram na aeronave, na Praia do Futuro

‘Fuminho’ é Gilberto Aparecido dos Santos, uma espécie de gerente das finanças do PCC e do próprio ‘Marcola’. O criminoso paulista é tido pela Polícia Civil do Ceará como um dos responsáveis pela morte cinematográfica, acontecida no dia 15 de fevereiro, em Aquiraz

“O ‘Fuminho’ é uma pessoa ligada ao ‘Marcola’. Por isso associaram logo as mortes como um mando do chefe do PCC. Dentro do presídio, o ‘Marcola’ disse que foi traído e que a decisão das mortes foi do ‘Fuminho’, por conta própria. Ele espalhou um ‘salve’ à respeito e falou que não autorizou as mortes dos dois”, revelou Gakiya. O promotor afirmou que Marcos Camacho não chegou a ser interrogado sobre as mortes de ‘Gegê’ e ‘Paca’.

Desentendimento

Lincoln Gakiya acredita que o desentendimento interno não significa o fim do PCC, mas mostra um racha dentro da cúpula, que pode gerar uma possível renovação dos líderes. “Acredito que essas mortes podem implicar em uma nova geração de comando, porque desde 2006 essa cúpula permanece com formação inalterada. A situação do duplo homicídio ainda está muito obscura. Sabemos que todos os participantes da execução tiveram suas mortes decretadas pela própria facção”, declarou o promotor de Justiça.

Além de Gilberto Aparecido, a Polícia Civil identificou outros suspeitos d a execução de ‘Gegê’ e ‘Paca’. São eles, Wagner Ferreira da Silva, o ‘Cabelo Duro’, morto em São Paulo na semana seguinte ao duplo homicídio; Erick Machado Santos, o ‘Neguinho Rick da Baixada’; Ronaldo Pereira Costa; André Luiz da Costa Lopes, o ‘Andrezinho da Baixada’; Thiago Lourenço de Sá de Lima; e o piloto Felipe Ramos Morais. Nenhum deles foi preso.

Apreensões

Na sexta-feira (16), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou a apreensão de uma das três pistolas, supostamente, utilizada nas execuções, e revelou que o helicóptero usado pelos executores foi trazido para o Ceará. A aeronave usada na emboscada - das cores preta e vermelha, modelo EC130 B4 - foi guardada em um hangar no Eusébio, antes de transportar assassinos e vítimas.

Conforme antecipado com exclusividade pelo Diário do Nordeste, os integrantes da cúpula da facção embarcaram na aeronave, na Praia do Futuro. A Secretaria informou que o local de embarque foi um heliponto na Avenida Dioguinho, desativado em setembro de 2017.

O helicóptero comprado com dinheiro de ‘Cabelo Duro’, e recebido por Felipe Morais semanas antes do atentado, foi localizado no Município de Fernandópolis, no Interior de São Paulo, no último dia 1º de março. Na manhã dessa quinta-feira (15), a aeronave, chegou à sede da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).

Sobre a arma recolhida, o titular da SSPDS, André Costa, disse que foi encontrada em um córrego no Rio Grande do Norte. Na próxima semana, a Perícia Forense deve divulgar resultado da balística que compara a munição com os projéteis encontrados na reserva indígena.


‘Cargo’ de líder nas ruas continua sem ser ocupado


O lugar de Rogério Jeremias de Simone, o ‘Gegê do Mangue’ ainda não foi ocupado, segundo o representante do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Lincoln Gakiya. O criminoso, que morava há mais de um ano em um condomínio de luxo, no Ceará, se apresentava aqui como João Paulo Martinelli. Era um grande negociador e tinha facilidade para estabelecer contatos com novos fornecedores de drogas e armas, no esquema montado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que se movimenta além dos continentes.

Entrosado com muitos dos membros da cúpula, era a pessoa ‘de confiança’ dos maiores narcotraficantes do País. Amigo pessoal de Marcos Willians Herbas Camacho, ‘Marcola’; Roberto Soriano, o ‘Tiriça’; e de Fabiano Alves de Souza, o ‘Paca’, ele era, talvez, o membro com maior capilaridade na ‘sintonia geral final’ da facção.

Após ser liberado da prisão, por força de uma ordem judicial, no dia 3 de fevereiro de 2017, ‘Gegê’ assumiu o posto de ‘embaixador’ do PCC no Paraguai. Esteve no país por algum tempo organizando rotas para a passagem da mercadoria ilegal da facção. Depois seguiu para Santa Cruz de la Sierra a mando da facção. Na Bolívia, sempre na companhia de ‘Paca’, acabou estruturando uma rota milionária.

Voos

Em coletiva de imprensa nessa sexta-feira (16), o titular da Secretaria da Segurança, André Costa, deu pistas que ‘Gegê’ e ‘Paca’ haviam levantado voo do Ceará, para alimentar a máquina que acabou por engoli-los outras vezes. O poder dos líderes do PCC ia além do Brasil, mas não conseguiu ir além da ganância dos comparsas, que acharam que a dupla estava gastando demais. “A aeronave tem equipamentos de navegação para voos longos. Temos indícios dentro da própria aeronave que ela já tenha voado em países da América do Sul, que fazem fronteira com o Brasil”, disse Costa.

FONTE: DIARIO DO NORDESTE

sábado, 17 de março de 2018

Facção volta a expulsar famílias em Fortaleza


Adultos regando plantas e fazendo atividades físicas, crianças brincando. Uma base fixa da PM em frente. A tranquilidade aparente no Residencial José Euclides Ferreira Gomes, no Sítio São João, contrasta com pichações, que exaltam uma facção e ameaçam os transeuntes.

Desde o ano passado, a facção Guardiões do Estado (GDE) tem expulsado famílias do condomínio. Do último mês de agosto para cá, o 30ºDP (Conjunto São Cristóvão), já instaurou quatro inquéritos para investigar as ações. O total de vítimas ainda é desconhecido. Nesta semana, teriam acontecido novas expulsões, mas a Polícia não confirma.

O silêncio predomina. “É um crime que a própria vítima não colabora. Tem gente que chega aqui e não quer dizer com medo. No último caso, quase prendemos uma pessoa, mas a vítima não quis vir para a Delegacia. É uma situação muito difícil”, disse o titular do 30ºDP, Maurício Vasconcelos Júnior.

O medo e a censura ficaram com quem permaneceu. “Está tudo tranquilo. Não tem nenhum problema. Já teve, mas não tem mais”, afirmou uma moradora. Indagada sobre as pichações da facção, se contradiz: “Disso a gente não pode falar”.

Disputa

O residencial é palco de uma disputa entre facções, segundo o Maurício Júnior. “A disputa pelo tráfico não aceita pessoas de outras comunidades. Tomam o território para ficar como ponto estratégico. Essas invasões não são novas, já vêm acontecendo há um tempo. Se intensificam, param e voltam”, revelou.

As investigações da Polícia Civil resultaram em duas prisões. Um dos suspeitos é Emanoel Marques Palhano, 27, considerado o líder da GDE na região, dava ordens de quem devia continuar no local. Palhano também estaria envolvido em, pelo menos, 15 homicídios. A nome de seu comparsa, preso na semana passada, não foi revelado.

As expulsões de famílias de suas casas por facções, já haviam acontecido. A GDE também teria tomado casas da Comunidade da Babilônia, no Barroso; e no Conjunto Palmeiras.

As informações são do jornal DIÁRIO DO Nordeste
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sexta-feira, 16 de março de 2018

Compra de armas: MPCE recomenda suspender licitação


Uma recomendação do Ministério Público do Estado (MPCE) publicada, ontem, no Diário Oficial da Instituição, sugere que a compra das pistolas para a Polícia Militar seja suspensa. Conforme o MPCE, a Sig Sauer Inc., empresa declarada como vencedora do processo licitatório, não apresentou a documentação de habilitação em conformidade com as regras contidas no edital.

O promotor de Justiça Ricardo Rocha pôs em questão que o armamento ofertado \"não foi utilizado por forças policiais e/ou militares, no quantitativo mínimo de três mil unidades, sem que se tenha noticiado falha de funcionamento em decorrência de problemas na arma\".

O promotor requisitou ao setor de Segurança do Estado do Ceará que, no prazo de 72 horas, seja apresentada resposta com a especificação das condutas tomadas para a realização dos referidos testes. O documento foi oficiado com cópia a diversas autoridades, dentre elas: o delegado geral da Polícia Civil, comandante da PM, sindicatos e associações dos profissionais da Segurança Pública e presidente do Tribunal de Justiça do Ceará.

No último mês de fevereiro, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) anunciou a compra das 4.140 novas armas de fogo. Conforme o titular da Pasta, André Costa, a aquisição seria feita por meio de uma licitação internacional, no valor de R$ 6 milhões. As pistolas alemãs seriam entregues para a Polícia Civil (2 mil) e para a Polícia Militar (2.140).

Na noite de ontem, a reportagem entrou em contato com a SSPDS, Casa Civil do Ceará e Polícia Militar. Até o fechamento desta edição, apenas a Secretaria havia retornado o contato. Segundo a SSPDS, a compra foi protocolada pela Casa Civil. A PM informou que não iria se posicionar.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE 

sábado, 10 de março de 2018

35 mortos em chacinas nos três primeiros meses de 2018 no Ceará


ONDA DE VIOLÊNCIA

35 mortos em chacinas nos três primeiros meses de 2018 no Ceará
O Ceará registrou, nos dois primeiros meses do ano, 845 crimes violentos letais intencionais.

Chacina em Benfica, Fortaleza

Nos três primeiros meses de 2018, no Ceará, 35 pessoas foram mortas em quatro chacinas. A morte de sete pessoas no Benfica, em Fortaleza, na noite da última sexta-feira (09), marcou o quarto crime com essas características. A primeira chacina ocorreu em 7 de janeiro, quando quatro pessoas foram assassinadas na comunidade de Serra Pelada, em Maranguape.
O segundo caso, com o maior número de vítimas, foi em Cajazeiras, em na capital cearense. Catorze pessoas foram mortas na casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão. O crime ganhou ampla repercussão e na época, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, chegou a dizer que não havia motivo para pânico.
Ainda em janeiro, um conflito entre facções criminosas terminou em chacina na cadeia pública do município de Itapajé, a 130 km de Fortaleza. De acordo com a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus), foram 10 mortos e seis feridos.
A chacina de Benfica, onde sete pessoas foram mortas, aconteceu na última sexta-feira, justamente no dia em que as autoridades de segurança pública do Ceará apresentaram os números da violência no estado. O Ceará registrou, nos dois primeiros meses do ano, 845 crimes violentos letais intencionais.

A escalada da violência no estado tem se mostrado o principal desafio para o governo estado. O número de homicídios no Ceará saltou de 3.407, em 2016, para 5.134 em 2017, aumento de mais de 50%. Em Fortaleza o aumento foi ainda maior, de 96% – saltou de 1.007 homicídios em 2016 para 1.978 no ano passado

Chacina no Ceará deixa 7 mortos




7 pessoas foram mortas durante mais uma chacina registrada este ano no Ceará outras 4 feridas foram transportadas para o hospital IJF. Segundo informações elementos ocupantes de um veiculo de característica ignorada executaram 3 pessoas em um bar e mais 3 foram mortas na vila Demétrio próximo a sede da TUF Torcida Uniformizada do Fortaleza e a sétima vítima na rua Major Facundo. Entre as vítimas estavam um cabeleireiro e um vendedor de bombons. Quatro vítimas foram identificadas. José Gilmar Furtado 33 anos, Pedro Braga Barroso 22, Emilson Bandeira de Melo, 27 e Adenilsonda Silva 24. Com esta fica registrada a quarta chacina verifica este ano no Ceará.



sexta-feira, 9 de março de 2018

CORPOS DE TRÊS JOVENS DECAPTADAS SÃO ENCONTRADOS EM FORTALEZA



A operação de buscas aos corpos já durava cinco dias e, na manhã desta sexta-feira, equipes do Núcleo de Busca e Salvamento (NBS) do Corpo de Bombeiros Militar localizaram os restos mortais numa área do mangue do Rio Ceará.
A polícia investiga se a motivação do crime teria relação com conflito entre facções, já que as vítimas moravam em bairros dominados por uma facção rival da qual os criminosos pertencem. Os acusados responderão por homicídio qualificadotorturaocultação de cadáver e formação de quadrilha

quinta-feira, 8 de março de 2018

Falta maior rigor no controle das fronteiras do Brasil

A atuação do crime organizado nas fronteiras é um dos gargalos da segurança nacional. Armas, drogas, além de outras mercadorias contrabandeadas, entram diariamente no País por falta de maior rigor no controle dessa faixa territorial, que abrange aproximadamente 17 mil quilômetros e 588 municípios. No ano passado, o número de prisões e apreensões registradas cresceu em relação aos dados do ano anterior, mas os desafios ainda são gigantescos.

Os atrasos causados pelo contingenciamento de verbas no projeto de construção do sistema concebido para aprimorar a segurança nessas regiões que fazem divisa com outros países, bem como a falta de maior diálogo com as autoridades das nações vizinhas para corrigir as deficiências, sobretudo, no cerco ao tráfico de armas e drogas, tornam a fronteira brasileira ambiente altamente vulnerável ao avanço do crime organizado.

Em 2017, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) efetuou, na fronteira, 6,6 mil prisões a mais em relação a 2016. Ao todo, foram 38.339 pessoas detidas. O volume do arsenal de grosso calibre apreendido pelo órgão foi 25% superior, com 2.089 armas de fogo capturadas ante 1.564 no ano retrasado. As Forças Armadas, que dispõem de efetivo nessa área formado por 30 mil militares, confiscaram 17 mil quilos de drogas nas divisas.

Apesar desse crescimento no total de prisões e apreensões, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), cuja instalação teve início em 2013, não progrediu no ritmo que era esperado. Baseado no uso de modernos recursos tecnológicos, como desenvolvimento de sensores de sinais eletromagnéticos e implantação de radares de vigilância terrestre, o projeto surgiu também com o objetivo de permitir o fluxo de informações, garantindo maior integração entre a Polícia Federal e as forças policiais estaduais.

De 2016 para 2017, no entanto, o governo federal reduziu o investimento nesse modelo de fiscalização de R$ 285,7 milhões para R$ 132,4 milhões, queda equivalente a 54%. O Sistema é executado, atualmente, na faixa de 650 quilômetros em Mato Grosso do Sul, vizinho do Paraguai e Bolívia. Tal extensão corresponde apenas a cerca de 4% de toda a linha fronteiriça.

Quando foi lançado, o projeto previa que o Sistema chegasse a todos os trechos de divisa até 2022. A estimativa, todavia, alterou-se e, na avaliação do Ministério da Defesa, a meta deve ser alcançada somente em 2035, embora o órgão faça a ressalva de que tudo dependerá da manutenção do recurso orçamentário. Em 2018, planeja-se ampliá-lo para 1.950 quilômetros no trecho de fronteira localizado nos estados do Paraná e do Mato Grosso. A administração federal destinou, neste ano, R$ 391,5 milhões para fazer o Sisfron recuperar o tempo perdido e galgar outro patamar.

Além da incorporação de tecnologias, proteger a fronteira requer também a formação de um pacto entre os países sul-americanos. Embora por diversas vezes tenha se buscado a cooperação operacional entre os órgãos de segurança multinacionais, entre outras medidas, poucas ações foram concretizadas. Realizar encontros regulares entre as autoridades das nações fronteiriças, a fim de compartilharem informações e experiências no controle das divisas, executar treinamentos conjuntos para preparação de efetivo e formar parcerias para fomentar pesquisas sobre o problema são todas sugestões que podem ajudar a combater eficazmente as investidas audaciosas e crescentes do crime organizado.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Três mulheres são mortas e decaptadas em Fortaleza


Três homens e um menor de idade foram capturados por agentes do 7º Distrito Policial na tarde desta terça-feira (6), no bairro Parque Leblon, em Caucaia, por envolvimento em um triplo homicídio ocorrido na última sexta-feira (2), na mesma região, onde três mulheres foram torturadas, mutiladas e mortas por criminosos ligados a uma facção, que filmaram os assassinatos e compartilharam nas redes sociais. Conforme a Polícia Civil, os corpos das vítimas foram abandonados em uma região de mangue próxima ao Rio Ceará e ainda não foram encontrados.

De acordo com o delegado titular do 7º DP, Marciliano Ribeiro, uma força-tarefa da Polícia Civil, Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeirosiniciou as buscas pelos corpos ainda nesta terça-feira, após a captura dos suspeitos de participação no crime, mas, como anoiteceu, a operação teve que ser suspensa. \"Vamos continuar procurando na manhã desta quarta-feira (7)\", informou.


Ainda conforme o delegado, o vídeo feito pelos criminosos foi fundamental para a captura dos quatro suspeitos. \"A partir das imagens, nosso setor de análise deduziu o possível local do crime e equipes foram deslocadas para lá. Após diligências e algumas denúncias anônimas, chegamos ao nome de um dos presos, Diego Alves Fernandes, que aparece no vídeo em questão\", ressalta Marciliano Ribeiro.

Além de Diego Alves, de 21 anos, que já tinha passagem por receptação e organização criminosa, os agentes também prenderam Luis Alexandre Alves, de 23 anos, que já respondeu por roubo, Antônio Honorato dos Santos, de 42 anos, sem antecedentes criminais, e o menor de idade, de 17 anos, com passagem por ato infracional, todos com fortes suspeitas de participação no triplo homicídio.

A Polícia Civil também informou que ainda há um suspeito foragido. Trata-se de Alison de Oliveira Borges, de 19 anos, que se evadiu do bairro Parque Leblon após ver a movimentação dos agentes de segurança. \"É só uma questão de tempo até o capturarmos para responder pelo crime que cometeu\", ressalta o delegado do 7º DP. Ele destaca que a população pode denunciar pelo telefone 3101-2231 ou 3101-2232.


Guerra de facções

Conforme Marciliano Ribeiro, que ouviu todos os suspeitos capturados ainda nesta terça-feira, as motivações do crime têm relação com a guerra de facções criminosas. \"As moças seriam de uma facção rival a deles. Elas foram arrebatadas na Barra do Ceará e levadas ao Parque do Leblon, que é uma comunidade muito carente às margens do Rio Ceará\", pontuou.

Familiares de uma das vítimas, identificada como Ingrid Teixeira, já haviam registrado o Boletim de Ocorrência (B.O.) pelo desaparecimento da jovem. Conforme o delegado, o pai de Ingrid já reconheceu a filha no vídeo gravado pelos criminosos. \"Vamos encontrar esses corpos e capturar o outro suspeito para dar uma resposta à sociedade e aplacar um pouco a dor dessas famílias\", garante o delegado Marciliano Ribeiro.

Nesta quarta-feira, o delegado adjunto do 7º DP, Alexandre Saunders, informou que um dos suspeitos já confessou participação no crime e que o vídeo comprova a crueldade das execuções. \"Nas imagens, vimos cenas bastante fortes. Dá para perceber que as vítimas foram torturadas e isso causou repulsa até nos policiais mais experientes aqui da delegacia\", disse.



Ceara: Ordem para executar agente Penitenciário teria sido do PCC

principal linha de investigação da Polícia Civil para o assassinato do agente penitenciário Carlos Antônio Bezerra, de 34 anos, é que o crime foi ordenado pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Um suspeito já foi preso e outros três criminosos estão sendo procurados.

Carlos Antônio, conhecido como 'Carlinhos', foi executado a tiros, ao sair da Cadeia Pública de Orós (a 340 Km de distância de Fortaleza), no fim de seu plantão, por volta de 9h da última sexta-feira (2). Ele aguardava uma topique, na Praça Padre Cícero, quando foi surpreendido por dois homens que ocupavam em uma motocicleta.


O titular da Delegacia Regional de Icó, delegado Erlon Leite Fernandes dos Reis, que participa da investigação, contou que as primeiras informações levantadas pela Polícia Civil apontam para uma possível ordem do PCC para a execução. Segundo o delegado, a facção tem uma célula instalada em Orós, mas é maioria na Cadeia Pública local.

Após o homicídio, detentos da Cadeia Pública comemoraram a morte de 'Carlinhos', batendo nas grades e gritando. O agente penitenciário foi morto a cerca de 50 metros da unidade onde trabalhava.

O motivo da organização criminosa seria o comportamento de 'Carlinhos'. \"A versão que temos, até agora, é que seria pelo profissionalismo e disciplina dele. Segundo os próprios colegas, ele não tinha inimizade, mas cobrava muita disciplina dos presos, dentro da legalidade. Isso pode ter desagradado algum líder da facção\", revelou o delegado Erlon dos Reis.

Outra linha de investigação trabalhada pela Polícia Civil é a de latrocínio, já que a arma do agente penitenciário foi roubada durante a ação criminosa.

Criminosos

Um suspeito de participar do assassinato de 'Carlinhos' foi preso horas após o crime, na sexta-feira (2). Manoel Ferreira da Silva foi detido no Centro de Orós e confessou que observou, perseguiu o agente e informou aos executores o melhor momento para cometerem o crime.

\"O Manoel era um preso do regime semiaberto, passava o dia solto e se recolhia à noite na Cadeia Pública de Orós. Ele foi cooptado por uma terceira pessoa para 'tirar o serviço'. Olhar, apontar a localização do agente penitenciário\", contou o delegado Erlon dos Reis.

Conforme o titular da Delegacia de Icó, câmeras de monitoramento flagraram Manoel da Silva se escondendo atrás de um caminhão e visualizando a saída do agente Carlos Antônio do trabalho. O suspeito ainda passou pela praça onde a vítima esperava pela topique e, depois, foi ao encontro dos comparsas. Ao receberem o aviso, dois criminosos foram até o local, cometeram o homicídio e fugiram.

A investigação também identificou o responsável por cooptar o criminoso para observar o agente penitenciário. O suspeito, que não teve a identidade revelada, já teve a prisão solicitado ao Judiciário pela Polícia Civil. Os policiais chegaram a diligenciar até a residência do homem, mas ele havia fugido.

Ainda segundo o delegado Erlon dos Reis, já há suspeitas de quem são os executores. Policiais civis e militares de Orós e Icó seguem em diligências em busca dos criminosos.

Operação

Em resposta à morte do servidor da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), a Pasta deflagrou uma operação para intensificar as vistorias nas unidades penitenciárias do Estado.

O primeiro presídio alvo da ação foi a Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Jucá Neto (CPPL III), localizada no Complexo Penitenciário de Itaitinga II. A Unidade concentra presos ligados à facção PCC. Durante vistoria, no último sábado (3), um túnel em construção foi encontrado, na Rua C.

O Sindicato dos Agentes e Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Ceará (Sindasp-CE) acredita que a vistoria evitou uma fuga em massa, já que 400 internos estavam no setor. \"Como sanção, algumas ruas da unidade tiveram a visitação cortada (no domingo)\", confirmou a Sejus.

\"Fizemos por conta do crime organizado ter mandado executar um companheiro nosso. Agentes penitenciários se uniram e estão trabalhando pesado. Inclusive colegas estão fazendo de forma voluntária, na folga, para não deixar os criminosos pensarem que é desse jeito\", colocou o presidente do Sindasp-CE, Valdemiro Barbosa.

De acordo com Valdemiro, os agentes penitenciários também realizaram vistorias nas Cadeias Públicas de Orós, Iguatu e Acopiara, no último fim de semana, e encontraram armas artesanais, armas brancas, celulares e drogas. \"Vamos fazer em outras unidades, que não podemos revelar, porque perde o fator surpresa\", prometeu.

Fuga

Uma fuga de seis presos foi registrada na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II), na sexta-feira (2), através de um buraco na parede de uma cela. A unidade abriga detentos da facção Guardiões do Estado (GDE).

Em nota, a Sejus reconheceu que \"das 16 grandes unidades existentes no Estado, apenas a CPPL II não passou por intervenção\". E alegou que \"a reforma da unidade, com manutenção em celas e acessos internos, será iniciada assim que os entraves burocráticos estiverem sanados\".

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE 

domingo, 4 de março de 2018

Oito suspeitos de assassinaram líderes do PCC são identificados





Um duplo assassinato cercado por mistérios e interesses milionários teve reveladas, nessa sexta-feira (2), informações acerca das investigações feitas pelas autoridades cearenses. Passadas pouco mais de duas semanas das mortes de Rogério Jeremias de Simone, o ‘Gegê do Mangue’, e Fabiano Alves de Souza, o ‘Paca’, ambos integrantes da cúpula da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), a Polícia Civil divulgou os nomes dos responsáveis pelas mortes.

Dos mandados de prisão expedidos pela Justiça do Ceará, oito são contra suspeitos de participar da morte múltipla e quatro destinados aos ‘laranjas’, que faziam a lavagem de capitais permitindo reiteradas compras luxuosas em benefício dos traficantes executados.

Conforme o titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, os homicídios foram ordenados por Gilberto Aparecido dos Santos, o ‘Fuminho’. Braço direito de Marcos Willians Herbas Camacho, líder do PCC conhecido como ‘Marcola’, a suspeita é que ‘Fuminho’ teria acatado a ordem das mortes devido a um desentendimento interno entre os faccionados, motivado pelos altos gastos de ‘Gegê’ e ‘Paca’.

As investigações realizadas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) mostraram que para a consumação dos assassinatos, além de ‘Fuminho’, participaram outros homens. As imagens obtidas em um hangar no Eusébio, de onde decolou a aeronave que transportou as vítimas, mostraram aos policiais que outros sete suspeitos estão envolvidos.

Felipe Ramos Morais, o piloto; Wagner Ferreira da Silva, o ‘Cabelo Duro’; Carlos Santos; Erick Machado Santos, ‘Neguinho Rick da Baixada’; André Luís da Costa Lopes, ‘Andrezinho da Baixada’; Ronaldo Pereira Costa; e Tiago Lourenço de Sá de Lima, o ‘Tiririca’, são os nomes dos homens ligados diretamente aos homicídios. Erick Machado é tido pela Polícia paulista como mentor da morte de vários PMs naquele estado.
Dos sete, seis permanecem foragidos. Isso, porque, ‘Cabelo Duro’ foi morto no último dia 22, na porta de um hotel, na capital paulista. Para o Ministério Público de São Paulo a execução foi uma “queima de arquivo”.
Já os laranjas foragidos são: Francisco Cavalcante Cidrão Filho, José Cavalcante Cidrão, Samara Pinheiro de Carvalho, Magda Enoé de Freitas, Emerson Pinheiro de Carvalho e uma mulher identificada apenas como 'Hadclecya'.

Dinâmica

Os passos dos criminosos durante os dias que antecederam o ataque cinematográfico mostram que houve um alto investimento financeiro. André Costa detalhou que parte dos executores chegou ao Estado dias antes dos assassinatos.

“O piloto chegou aqui no dia 9 e ficou em um hotel no Cumbuco. Na madrugada de 13 para 14 os executores chegaram e fizeram check-in em um flat na Beira-Mar. A aeronave foi trazida por um outro piloto”, disse Costa.

O helicóptero mencionado pelo titular da SSPDS é um monomotor com capacidade para seis passageiros, além do piloto. A Polícia Civil do Ceará informou que a aeronave foi recebida por Felipe Morais. No entanto, a compra foi negociada por ‘Cabelo Duro’.

“Descobrimos qual era a aeronave por meio de perícia no local do crime. Ela é avaliada em R$ 3 milhões, foi comprada pelo Wagner e colocada em nome de um terceiro”, contou o secretário.
Por meio de consulta na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi verificado que o helicóptero está em nome de Paulo Fabrício Simão e em situação de reserva de domínio, contrato semelhante ao de uma alienação. A aeronave foi negociada em setembro de 2017, em nome da empresa JM ADM de Bens M E Imóveis, que pertence a um homem de 57 anos, judicialmente interditado desde 2008.

O monomotor foi apreendido pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo, no Interior do Estado e periciado nessa sexta-feira (2). Conforme informações do Deic, não foi encontrado sangue no helicóptero.

A ausência do material corrobora a afirmação feita pelo delegado titular da Draco, Harley Filho “tão logo as vítimas desceram da aeronave foram alvejados com tiros de pistolas calibre nove milímetros”, disse ao ressaltar que policiais do Deic estiveram no Ceará repassando informações para um trabalho em conjunto.

André Costa lembrou que, provavelmente, não houve nenhuma simulação de pane durante o voo para emboscada. Porém, o secretário lembra que mais detalhes acerca do que aconteceu no trajeto só devem ser descobertos quando o piloto foragido for localizado e tiver o depoimento colhido.

“A outra testemunha que estava dentro da aeronave está morta. Quem levou o corpo para a mata acreditou que tão cedo não fossem encontrados. Para nós, tudo indica que o piloto Felipe é um suspeito. Nem plano de voo tinha. Mesmo se ele não soubesse que o crime ia acontecer, testemunhou tudo e sequer fez uma denúncia anônima para relatar”, lembrou o titular da SSPDS.

Bens
Ao falar dos bens materiais de valores milionários adquiridos no Ceará, a Secretaria comunicou, oficialmente, que ‘Gegê do Mangue’ e ‘Paca’ residiam no Estado sem levantar suspeitos há, pelo menos, um ano, como adiantado com exclusividade pelo Diário do Nordeste. Dentre carros e casas de luxo, a dupla investiu, cerca de, R$ 8,6 milhões.

Um dos amigos próximos da dupla era Claudiney Rodrigues de Souza, também integrante do PCC, e um dos traficantes mais procurados pela Interpol. Conhecido como ‘Cláudio Boy’, Souza foi preso poucos dias depois do duplo homicídio, enquanto tentava desembarcar de um voo comercial, em São Paulo.

Nessa sexta-feira (2), a SSPDS divulgou imagens de 'Cláudio Boy' utilizando um dos veículos de luxo de ‘Gegê do Mangue’ e entrando no condomínio Alphaville, em Aquiraz, onde a vítima morava.

A Draco afirmou investigar se Claudiney Souza teve participação nas mortes. Segundo o secretário, nos próximos dias, uma equipe de policiais do Ceará deve ir até o presídio de segurança máxima de Minas Gerais para interrogar o traficante.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

sexta-feira, 2 de março de 2018

Agente Penitenciário é executado em Orós Ceará


Um agente penitenciário, da Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus), foi assassinado a tiros, ao sair da Cadeia Públicaonde trabalhava, no Município de Orós (a cerca de 341 km de distância de Fortaleza), na manhã desta sexta-feira (2).

De acordo com a Polícia, o agente penitenciário tinha saído do plantão, por volta de 9h, e aguardava por uma topique, na Praça Padre Cícero, na Rua Custódio Nunes, quando foi surpreendido pelos criminosos.

A vítima foi identificada como Carlos Antônio Bezerra. As polícias Militar e Civil de Orós e Icó realizam diligências em busca dos assassinos do agente penitenciário.

O crime aconteceu menos de 12h após a execução do cabo Marcos Antônio de Souza Ribeiro, da Polícia Militar do Ceará (PMCE), em Fortaleza. Ele era lotado no Batalhão de Policiamento de Guarda de Estabelecimentos Penais (BPGep), que faz a segurança externa dos presídios no Ceará.

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) afirmou que \"lamenta a perda do agente penitenciário e se solidariza com familiares e amigos e demais agentes, que perdem o companheiro de profissão. A Sejus está acompanhando as investigações que estão a cargo da polícia local\".
 
FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE


quinta-feira, 1 de março de 2018

FEVEREIRO TERMINA COM 388 PESSOAS ASSASSINADAS NO CEARA


A guerra de facções tem deixado um rastro de mortes nas ruas da Grande Fortaleza todos os meses
O mês de fevereiro terminou com mais números negativos para a Segurança Pública do estado. Em 28 dias, nada menos, que 388 pessoas foram assassinadas no Ceará, numa média de 14 pessoas mortas por dia. No acumulado de dois meses, o Ceará já registra 916 Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs), contra 618 no primeiro bimestre de 2017, um aumento de 48,2 por cento.
Em comparação ao mês de fevereiro de 2017, quando ocorreram 269 homicídios no Ceará, o aumento foi da ordem de 44,2 por cento. Somente em Fortaleza, 128 pessoas foram assassinadas em fevereiro. Na Região Metropolitana foram 109 homicídios. No Interior, mais 151 casos, sendo 78 na Região Sul e mais 73 na Região Norte.
Outro destaque da estatística criminal de fevereiro foi a morte acentuada de mulheres. Ao menos, 42 mulheres foram assassinadas no mês passado no estado. Em janeiro já haviam sido registrados outros 56 caso, totalizando assim, 98 assassinatos do gênero em apenas dois meses.
Em Fevereiro, também foi registrada uma alta no número de homicídios múltiplos, isto é, aqueles com mais de uma vítima. Foram computados pela Polícia 20 duplos homicídios em todo o estado, sendo nove na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), quatro na Capital, quatro no Interior Norte e mais três no Interior Sul.
Também em fevereiro ocorreu um triplo homicídio, no Município de Maracanaú.
Mortos pela Polícia
Em fevereiro de 2018, 19 pessoas morreram em confrontos com a Polícia, casos denominados de Morte por Intervenção Policial. A maioria dos óbitos ocorreu na Grande Fortaleza. Foram 11 casos, sendo seis na Região Metropolitana e mais cinco na Capital. No Interior foram mais oito óbitos, seis na Região Sul e dois casos no Interior Norte.
Também no mês passado, ao menos, uma morte violenta foi registrada no Sistema Penitenciário do estado, um detento identificado como Francisco Cavalcante dos Santos Júnior, foi assassinado por meio de espancamento e golpes de “cossoco” na Cadeia Pública da cidade de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

FONTE: BLOG DO FERNANDO RIBEIRO

Polícia apreende helicóptero usado no assassinato de líderes do PCC em Fortaleza


Policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apreenderam o helicóptero usado no assassinato de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, apontados como as maiores lideranças soltas do Primeiro Comando da Capital (PCC). O crime aconteceu há duas semanas na reserva indígena Jenipapo Kanindé, em Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza.

Segundo o Deic, o helicóptero e outra aeronave apreendida pela polícia pertencem ao piloto Felipe Ramos Moraes, suspeito de ter se envolvido na morte dos dois integrantes da facção criminosa. Os policiais encontraram também duas lanchas em marinas do Santos e de Guarujá, no litoral sul paulista, que seriam de Moraes.

Os dois mortos no Ceará haviam comprado nos últimos meses quatro imóveis no Estado, incluindo uma casa no condomínio Alphaville, em Aquiraz. Só ali a dupla gastou R$ 2 milhões. Paca passou férias em Fortaleza em 2017. Ele e Gegê fretaram um ônibus para levar os familiares até Fortaleza. Depois, despediram-se dos familiares - que apanharam o ônibus - e embarcaram no helicóptero.

A aeronave havia saído de São Paulo, levando pelo menos cinco homens. O piloto seria Moraes. Os demais integrariam a facção. A inteligência da polícia acredita que o grupo tenha partido para o Ceará já com a missão dada pela cúpula para matar os chefes.

Depois do embarque em Fortaleza, o helicóptero pousou em Alquiraz, onde os dois foram executados. Gegê e Paca levaram tiros no rosto e facadas nos olhos. Era um recado: demonstraram ter olho grande demais.

FONTE: SITE UOL